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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Ministra Carmen Lúcia, julgamentos da Mídia, carteis, lobbies, pressão dos poderosos, STF,

Terrorismo contra a Democracia, refugiados, ditaduras vitoriosas

Decisões assustadoras do Presidente eleito nos EUA

Os partidos políticos devem ser instituições confiáveis

sábado, 28 de janeiro de 2017

Lideranças temerárias e irresponsáveis


Com absoluta perplexidade a Humanidade sente o renascimento das piores teses racistas, religiosas e nacionalistas do passado. Com detalhes mórbidos e justificativas oportunistas nações inteiras são consideradas “culpadas” pela ineficácia eventual de governos passados.
Após a Segunda Guerra Mundial, diante da carnificina desta mais uma guerra dos tempos modernos tinha-se a sensação de que países e povos mais ajuizados seriam capazes de liderar a Humanidade com maior cuidado. A Guerra Fria e quentinhas logo desmentiram essa perspectiva de uma espécie de vida sobre a Terra, incapaz de ser altruísta.
Com muita habilidade, apesar de momentos gravíssimos, tratados, acordos, compromissos foram assumidos para a pacificação de nações poderosas. Infelizmente fundamentalismos religiosos e a perspectiva de imensos negócios com riquezas naturais, armamentos, consumismo, luxos e privilégios de elites eventuais e poderes incultos e feios gradativamente voltaram com força.
Podíamos imaginar que tudo teria uma forma de apaziguamento, mas a radicalização tornou-se moda.
Ações de fanáticos do Taliban, ISIS e outros criaram a oportunidade do terrorismo de Estados que cultivaram ódios. E agora?
Gore Vidal cansou de escrever sobre os EUA, outros fizeram filmes e livros especiais sobre a história da Humanidade (Livros e Filmes Especiais, s.d.).
Podemos rotular povos e pessoas, o que sentimos é que simplesmente somos incuravelmente selvagens, até quando?
As hipóteses de extermínio ou redução drástica da população de seres humanos são inúmeras. As guerras criavam períodos de selvageria, agora, entretanto, podemos de simples laboratórios “ganhar” doenças incontroláveis.
Os humanos se agigantam, aqueles supernutridos, e algo em torno de um bilhão de pessoas não tem alimentação garantida no dia a dia... que mundo é esse?
Tudo indica que o poder de algumas potências superou a capacidade de afeto, simpatia, bom senso, serenidade. A palavra é agredir, ofender, humilhar para ter vantagens.
Guerras que estimularam geraram rebeldes suicidas, fácil, fechem as fronteiras aos terroristas.
Países que acreditaram no livre comércio aceitaram ser fonte de mão de obra, construam muros pois “estão explorando as pobres nações trilionárias”.
Religiões “imorais” e povos “com maus costumes” desencaminham jovens, proíbam a entrada dessa gente...
Dentro desses países há quem discorde, censura em cima da mídia, redes sociais etc.
A regra é mentir e esmagar.
Os tiros poderão sair pela culatra. A arrogância obscurece a razão.

Cascaes
28.1.2017

Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/

Fascismo século 21

Final dos Tempos Modernos?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O acidente que não poderemos perdoar

Coincidências? Sina[1] de nosso povo?
Os brasileiros têm passado por situações intrigantes, mas decisivas em relação a seus destinos. De alguma forma parece que, quando estamos prestes a resolver problemas sociais e econômicos graves algo acontece que muda substancialmente os rumos de nosso país.
Muitas vezes estivemos perto de construir um futuro melhor, o que aconteceu?
Romancistas com destaque mundial escreveram livros geniais usando a história de seus países para explicar os porquês impublicáveis. Até do Brasil podemos lembrar o livro a “Guerra no Fim do Mundo” de Mário Vargas Lhosa (Cascaes, s.d.).
Umberto Eco é imperdível ao descrever cenários que ainda existem em nosso planetinha
Filmes espetaculares e muito mais não nos deixam aceitar simplesmente, por exemplo, a morte talvez acidental do Ministro Teori Zavascki (Ramalho, 2017) assim como de muitos brasileiros ilustres ao longo da nossa história.
Se no passado os padrões de investigação eram precários, agora talvez possamos ter convicções e esclarecimentos antes impossíveis.
Nosso futuro agora depende de pessoas que terão poderes para dar uma guinada a favor da moralização política e administrativa do Brasil ou, ao contrário, torná-lo refém de máfias extremamente poderosas.
Precisamos acreditar no poder de indignação, de não aceitação de casuísmos em gestação. É mais do que evidente o medo da verdade e o sentimento de culpa que produz improvisações no Congresso Nacional e talvez até no Palácio do Planalto.
Infelizmente estamos em tempos de alienação total (futebol, férias, carnaval), será que superaremos esse hiato de cidadania?
Poderemos inibir atos lesivos ao país?
O STF saberá compensar a ausência do nosso mais do que ilustre Ministro?
A Lava Jato será bem-sucedida?
Quem protegerá o time que assumiu a perigosíssima tarefa de limpar o Brasil?

João Carlos Cascaes
Curitiba, 20.1.2017


Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/
Ramalho, R. (19 de 1 de 2017). Relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki morre aos 68 anos após queda de avião em Paraty. Fonte: G1: http://g1.globo.com/politica/noticia/relator-da-lava-jato-no-stf-teori-morre-aos-68-anos-apos-queda-de-aviao-em-paraty.ghtml







[1] Sina é um substantivo feminino da língua portuguesa que significa destino, fado, sorte.
A palavra sina tem origem no latim signa e muitas vezes é descrito como uma calamidade ou um destino inevitável. Na maior parte dos casos, o termo sina é usado para descrever uma situação que já "estava escrita nas estrelas" e que não é agradável para a pessoa que está sujeita a essa condição.
"Não fui eu que escolhi ser constantemente rejeitado pelas pessoas que eu amo. Mas parece que é a minha sina."
Como sina é um dos sinônimos de destino, e o destino é um conceito bastante complexo e interessante, vários artistas escreveram a respeito desse tema. No mundo da música, sina é uma das músicas pertencentes ao álbum "Luz", lançado em 1982 pelo artista brasileiro Djavan. https://www.significados.com.br/sina/

sábado, 7 de janeiro de 2017

Precisamos disso ou é eficaz e necessária a Secretaria Nacional de Juventude?

Secretaria Nacional de Juventude
1. Por que o governo federal criou a Política Nacional de Juventude?
O papel da juventude é cada vez mais reconhecido como de fundamental importância ao processo de desenvolvimento de qualquer país do mundo. Prova disso é que a ONU elegeu 2010 como o Ano Internacional da Juventude, com o objetivo de encorajar o diálogo e a compreensão entre gerações e estimular os jovens a promoverem o progresso, com ênfase nas Metas do Desenvolvimento do Milênio. A escolha da ONU ratificou o esforço que o Brasil vem realizando para consolidar uma política de juventude que seja capaz de assegurar plenamente os direitos dos jovens, criando oportunidades para que estes exerçam, na prática, o papel de protagonistas nos projetos prioritários do país. É importante ressaltar que até pouco tempo as políticas juvenis, no Brasil, consideravam a juventude apenas como uma fase de transição da adolescência para a vida adulta. Em função do próprio Estatuto da Criança e do Adolescente, essas políticas estavam restritas aos brasileiros com até 18 anos. A partir dessa faixa etária, eles passavam a integrar o grupo de adultos, com acesso às políticas universais, sem qualquer reconhecimento às suas particularidades. O primeiro grande desafio do governo federal foi justamente mudar esse paradigma e mostrar que a juventude é um segmento social estratégico, com direito a políticas específicas e capazes de atender às suas necessidades. Com esse objetivo, a Política Nacional de Juventude (PNJ) foi instituída em 2005, sob a coordenação da Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República. Nesse momento, em que o Brasil passa por um virtuoso crescimento econômico e registra a maior população jovem da sua história, com 53 milhões de pessoas, um dos principais desafios da PNJ é criar mecanismos que garantam a participação efetiva da juventude no processo de desenvolvimento do país. 

2. Qual o papel da Secretaria Nacional de Juventude?
Vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) tem a tarefa de coordenar, integrar e articular as políticas públicas de juventude, além de promover programas de cooperação com organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, voltados para o segmento juvenil. Saiba mais.

3. O que faz o Conselho Nacional de Juventude?
Criado em 2005 pela Lei 11.129, que também instituiu a Secretaria Nacional de Juventude e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), o Conselho tem, entre suas atribuições, a de formular e propor diretrizes voltadas para as políticas públicas de juventude, desenvolver  estudos e pesquisas sobre a realidade socioeconômica dos jovens e promover o intercâmbio entre as organizações juvenis nacionais e internacionais. Saiba mais.

4. Qual a legislação que deu origem à Secretaria Nacional de Juventude e ao Conselho Nacional de Juventude?
Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) foram instituídos em 30 de junho de 2005 pela Lei 11.129. Juntos, a Secretaria, o Conselho e o Projovem formaram o tripé inicial da Política Nacional de Juventude

5. Qual a composição do Conselho Nacional de Juventude?
O Conjuve é composto por 1/3 de representantes do poder público e 2/3 da sociedade civil, contando, ao todo, com 60 membros, sendo 20 do governo federal e 40 da sociedade civil. A representação do poder público contempla, além da Secretaria Nacional de Juventude, todos os Ministérios que possuem programas voltados para os jovens; a Frente Parlamentar de Políticas para a Juventude da Câmara dos Deputados; o Fórum Nacional de Gestores Estaduais de Juventude; além das associações de prefeitos. Essa composição foi estruturada para que as ações sejam articuladas em todas as esferas governamentais (federal, estadual e municipal), o que contribuirá para que a política juvenil se transforme, de fato, no Brasil, em uma política de Estado. Já a parcela da sociedade civil, que é maioria no Conjuve, reflete a diversidade dos atores sociais que contribuem para o enriquecimento desse diálogo. O Conselho conta com representantes dos movimentos juvenis, organizações não governamentais, especialistas e personalidades com reconhecimento público pelo trabalho que executam nessa área. Os integrantes do Conselho vão desde membros do movimento estudantil à rede de jovens ambientalistas; de jovens trabalhadores rurais e urbanos a negros, indígenas e quilombolas; de jovens mulheres a jovens empreendedores; de representantes do hip hop a integrantes de organizações religiosas, entre outros.

6. Como são escolhidos os conselheiros do Conjuve?
Os membros do Conselho são escolhidos para mandato de dois anos, mediante eleição direta, e os cargos de presidente e vice-presidente são alternados, a cada ano, entre governo e sociedade civil.

7. O que são as Conferências Nacionais de Juventude? Quantas foram realizadas?
Ao todo foram realizadas duas Conferências, ambas em Brasília, em 2008 e 2011. A primeira Conferência mobilizou mais de 400 mil jovens em todo o país, durante as etapas preparatórias, que incluíram as pré-conferências, conferências regionais, municipais, estaduais e livres, além da consulta aos povos e comunidades tradicionais. Ao final do encontro, os participantes apresentaram um documento contendo 70 resoluções e 22 prioridades para nortear as ações governamentais para a juventude em nível federal, estadual e municipal. A segunda Conferência aconteceu em dezembro de 2011 e reuniu delegações eleitas em mais de mil municípios de todos os 27 estados da Federação. Na etapa preparatória foram realizadas mais de 1.500 conferências territoriais, municipais e estaduais, além das conferências livres, virtual e da consulta aos povos e comunidades tradicionais. O encontro contou também com uma delegação internacional de 14 países da América do Sul, África, América do Norte e Europa, ampliando o diálogo entre governos e sociedade civil e a cooperação internacional nas políticas públicas de juventude.  A primeira Conferência foi responsável pela importante mobilização de governos e movimentos juvenis em torno das bandeiras da juventude, ampliando seu reconhecimento e legitimidade. No segundo encontro, a juventude levantou novamente suas causas, mas tratou também de debater os rumos do desenvolvimento nacional a partir do olhar da maior geração de jovens da nossa historia. Mais do que novas políticas públicas, o documento base e as propostas do texto “Para desenvolver o Brasil” apontam essa sintonia do debate da juventude com um projeto de país mais justo e democrático.

8. Onde posso obter as resoluções da 2ª Conferência Nacional de Juventude?
As resoluções e todas as informações sobre a Conferência estão disponíveis no hotsite www.juventude.gov.br

9. Quais os principais programas do governo federal voltados para a juventude?
Junto com a Unesco, a Secretaria Nacional de Juventude elaborou um Guia de Políticas Públicas do governo federal, onde constam os principais programas voltados para os jovens. O Guia traz informações sobre o Projovem, Pronasci, Prouni, Praças da Juventude, Pronaf Jovem, Bolsa Atleta, Brasil Alfabetizado, Proteja, Bolsa Família, Escola Aberta, Cultura Viva, Segundo Tempo, Projeto Rondon, Soldado Cidadão, Juventude e Meio Ambiente, Pronatec e Ciência Sem Fronteiras, entre outros.

10. Quais as principais ações em desenvolvimento pela Secretaria Nacional de Juventude?
A inclusão, pela primeira vez, no Plano Plurianual, de um programa voltado exclusivamente para os jovens. Trata-se do Programa Autonomia e Emancipação da Juventude (PPA 2012 a 2015), que visa articular e promover mecanismos que assegurem a inserção social dos jovens, garantindo-lhes uma formação adequada e criando condições para que construam e executem seus projetos pessoais e profissionais. O PPA é composto por várias iniciativas, incluindo as Estações da Juventude, o Observatório Participativo do Juventude, a Inclusão Participativa da Juventude e a Inclusão Digital da Juventude Rural. 


Chega de enganação - o consumidor brasileiro

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Eleições próximas

O sangue da Democracia: as eleições e campanhas políticas
Estamos em processo eleitoral, segundo turno, eleição para prefeitos no Brasil. Em outros países campanhas pesadíssimas mostram angústias e problemas típicos de uma época turbulenta, pura consequência das intervenções estrangeiras a favor de poderosíssimos grupos econômicos.
Felizmente no Brasil ainda podemos concentrar nossas questões em problemas locais e para isso existem novas ferramentas de comunicação e nosso povo infinitamente mais instruído que era há meio século.
Segundo turno em cidades onde as dúvidas não entronizaram seus gerentes e têm porte de acordo com a legislação para esse privilégio.
O que fazer? Escolher o menos ruim? Algum candidato é o ideal para a cidade?
Em Curitiba temos desafios imensos. Infelizmente a demagogia entrou de sola na campanha, obscurecendo o debate de questões como, por exemplo, um orçamento hipotético apontando receitas e despesas da próxima administração. Aliás, cremos que nenhum candidato brasileiro fez isso. O normal é dizer o que os “luas pretas”, marqueteiros e outros sugerem para ganhar as eleições, depois é outra conversa. Aí, como aconteceu espantosamente na última campanha para a Presidência do Brasil, a chapa vencedora simplesmente admitiu que o Brasil estava praticamente quebrado logo após o resultado das urnas, algo semelhante aconteceu dois anos antes na eleição municipal na capital do Paraná.
O que devemos e podemos fazer?
É agir com a lógica do passarinho que pegava e jogava água na floresta incendiada[1]. Cremos que essa é a base de muitos integrantes das diversas ações que procuram mudar o Brasil, com destaque para a “Lava Jato”. Quem é poderoso pode muito, e nós?
Quem possui uma simples máquina fotográfica digital, celular mais moderno, acesso a qualquer sistema de informação e comunicação atual pode muito. Nunca sabemos quem vai ler, ver, ouvir, mas se temos alguma sensibilidade poderemos conquistar algumas pessoas para nossas teses ou apenas alertar para questões normalmente desprezadas pelos marqueteiros.
Blogues, YouTube, e-mails, Facebook etc. viabilizaram um universo de contatos que é importantíssimo.
Dificilmente encontraremos no Brasil, principalmente, algum eleitor satisfeito. Infelizmente as dinastias que se apropriaram de partidos políticos ainda mandam, e mandam muito e o povo, imbecilizado por uma cultura servil ou lealdades ingênuas, desconhece que é ele que sofrerá as consequências da incompetência e outros possíveis defeitos de seus candidatos.
Precisamos mudar, temos um consolo, qualquer que seja o resultado dessa fase eleitoral o Poder Judiciário está fazendo sua parte, destacando-se no plano nacional com decisões inéditas e pessoas fantásticas.
Não podemos desistir do Brasil.
É fundamental lembrar que a democracia é o único sistema que tem na liberdade, igualdade e fraternidade sua base de origem maravilhosa. Sabemos que a liberdade dignifica o ser humano. Tudo o que tem acontecido valoriza nosso país, apesar do tremendo prejuízo das causas e ações que agora justificam processos gigantescos.
Vejam, ouçam, leiam e pensem em quem votar.

Cascaes
28.10.2016






[1] “Certa vez, uma linda floresta começou a pegar fogo. Os animais, assustados, começaram a correr, fugindo desesperadamente da bela floresta. Mas um deles, um passarinho, corajosamente decidiu fazer alguma coisa para impedir o ímpeto das chamas: ele pegava um pouco de água pelo bico e jogava água nas chamas, na tentativa de apagar o fogo. Os outros animais lhe diziam que seria impossível que ele conseguisse apagar o fogo sozinho. Mas o passarinho não hesitou em responder: ‘Não importa. Estou fazendo a minha parte’.http://www.corujinhalulu.com/2015/05/mensagem-reflexao-passarinho-floresta-em-chamas-faca-sua-parte.html

máquina para amador fazer filmes e "tirar" fotografias

Uma via rápida em Curitiba

VOTO OBRIGATÓRIO?







NOSSAS RESPONSABILIDADES

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Amigos e amizade


Poucas palavras são tão mal-usadas quanto “amigos” e “amizade”[1]. Com certeza consideramos o ato de ser amigo(a) algo importante, mas a vida impõe limites desde que nascemos, afinal a sobrevivência é um instinto básico e talvez Maslow tenha ilustrado da melhor maneira o que são os desafios íntimos que enfrentamos (Hierarquia de necessidades de Maslow).
Mente quem nega qualquer infração às regras de amizade absoluta, ela é circunstancial e tão mais frágil quanto mais exigente formos. Mais ainda: psicólogos, psiquiatras, médicos, sociólogos e até pessoas dedicadas à Justiça aos poucos vão descobrindo patologias (Cascaes, A Pessoa com Deficiência Intelectual) comportamentais que afetam multidões e indivíduos.
O conceito de bom ou mal é consequência do maniqueísmo[2] que se cultiva há milênios; felizmente aos poucos a Ciência vai demonstrando sua relatividade e origens, viabilizando, quem sabe, a prevenção e cura dos comportamentos doentios identificados (Cascaes, Saúde - Prevenção e Primeiros Socorros).
Michel Foucault (para falar do filósofo mais recente e famoso internacionalmente) gastou sua vida estudando comportamentos humanos para uma análise filosófica e algumas de suas obras são de leitura obrigatória [ (Foucault, Filosofia Foucault por ele Mesmo), (Foucault, Vigiar e Punir), (Foucault, História da Loucura), etc.] para quem se interessa pelo assunto.
A verdade pura e simples é que temos forças íntimas nem sempre conhecidas por nós mesmos (Id, Ego e superego - Psicanálise de Freud) e (Souza) e usamos e abusamos fortemente de muitos artifícios em nosso relacionamento (Harris) que a Análise Transacional[3] explica muito bem de modo geral, além das patologias psicossociais conhecidas e já razoavelmente estudadas.
O sucesso e acima de tudo a felicidade pessoal são desafios permanentes e para isso, naturalmente, devemos ter consciência das limitações pessoais, nossas e das pessoas que amamos além de senso de prioridades. Vencer na vida, como a própria palavra diz, é competição, disputa, lutas que podem deixar cicatrizes. O desafio pode ser grande e até podemos dizer que o tamanho das virtudes e defeitos do ser humano lutador é proporcional ao nível conquistado, exceto em carreiras virtuosas, longe de multidões.
Acima de tudo é fundamental o que queremos realmente e o que estamos dispostos a sacrificar para conquistar algo (Candiotto).
Naturalmente crescemos e formamos família, geramos descendentes que dependerão de nosso trabalho e relacionamentos, isso tem um valor instintivo colossal.
Os desastres familiares e sociais são efeitos de erros de avaliação induzidos (religiões, ideologias, atavismos, etc.) e mal avaliados.
No século 21, que será com certeza, se os censores e poderes dominantes deixarem, o da comunicação plena e universalização cultural (Cascaes, Ensino e literatura século 21), poderemos evoluir muito, apesar desse início nada auspicioso do fortalecimento do fundamentalismo religioso, imperialismo, guerras étnicas e religiosas, conservadorismos doentios, vaidades incríveis e mercantilismos sem limites.
A esperança de evolução é imensa, pois as novas gerações poderão viver muito e aprender mais do que as anteriores, ou seja, existir sem as pressões hormonais demonizadas da juventude e início da fase adulta e com cérebros treinados para pensar.
Entre tudo merece reflexões prioritárias o conceito de amizade.
Desde cedo assusta ver filhos e filhas valorizando mais as amizades do que orientações e o amor dos pais. É uma experiência clássica e realidade típica da Humanidade, graças a isso tudo se renova permanentemente, nem sempre para melhor. Assusta, pois principalmente no Brasil já sentimos fortemente o que significa deixar nossos entes queridos à mercê de uma mídia comercial e religiosa oportunistas e no meio de ambientes afetados pela criminalidade.
Infelizmente nossa elite padece de vícios dos tempos escravagistas (ainda) e patrimonialistas; não viabilizou a juventude, desprezou as crianças (Cascaes, Mirante da Educação) e faz pouco caso de seu povo. Garantem seus poderes financiando partidos políticos e lideranças da pior espécie (vide Lava Jato).
Nisso tudo desde a infância somos sensíveis a amizades e ambientes aleatórios que podem gerar seres maravilhosos assim como extremamente nocivos aos nossos ideais mais sinceros e saudáveis.
Amigo? Amiga? Ótimo, mas quem? De que jeito? Onde? Para quê? Quantos?
As redes sociais, principalmente, têm trazido mensagens que não refletem a realidade. Quem viver muito saberá que amizade é algo precioso, importante, mas de efeitos colaterais perigosos se mal escolhidas.
Nesse planeta de multidões crescentes e monstrópolis precisamos desesperadamente de amigos e amigas, o perigo é que a sede excessiva de relacionamentos contamine nossos maiores sonhos de justiça, liberdade e fraternidade.

João Carlos Cascaes
Curitiba, 27 de outubro de 2016

Candiotto, Cesar. Foucault e a crítica da verdade. Curitiba: Champagnat, 2010.
—. s.d. Mirante da Educação. .
—. Vigiar e Punir. Vozes, s.d.
Harris, Thomas. Eu estou OK, você esta OK. s.d. <http://www.skoob.com.br/livro/8187-eu_estou_ok_voce_esta_ok>.
“Hierarquia de necessidades de Maslow.” 5 de 6 de 2012. Wikipédia, a enciclopédia livre. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow>.
Id, Ego e superego - Psicanálise de Freud. s.d. <http://www.psicoloucos.com/Psicanalise/id-ego-e-superego.html>.
Souza, Rodrigo De. Os símbolos e arquétipos de Jung. s.d. 5 de 5 de 2014. <http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=01448>.






[1] Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio, sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. Neste aspecto, pode-se dizer que uma relação entre pais e filhos, entre irmãos, demais familiares, cônjuges ou namorados, pode ser também uma relação de amizade, embora não necessariamente.
A amizade pode ter como origem um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam "melhores amigos". Os melhores amigos muitas vezes se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuges, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas.
Muitas vezes os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso decooperação. Mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, mesmo que a atividade não seja a de sua preferência.
A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida. Em caso de perda da amizade, sugere-se a reconciliação e o perdãoCarl Rogers diz que a amizade "é a aceitação de cada um como realmente ele é".
Popularmente, disse-se que "o cão é o melhor amigo do homem".
Dia do Amigo (também conhecido como "Dia da Amizade") é comemorado em 20 de julho.
A amizade, tem sido considerada pela religião e cultura popular, como uma experiência humana de vital importância, inclusive tendo sido santificada por várias religiões. No Poema de Gilgamesh, se relata a amizade entre Gilgamesh e Enkidu. Osgreco-romanos tinham, entre outros vários exemplos, a amizade entre Orestes e Pílades. Na Bíblia, cita-se no livro de 1 Samuel, a amizade entre Davi (que depois se tornaria rei em Israel) e Jonatas (filho do Rei Saul) . Os evangelhos canônicosfalam a respeito de uma declaração de Jesus, "Nenhum amor pode ser maior que este, o de sacrificar a própria vida por seus amigos." 3 . Salomão escreveu a sabedoria da Amizade em seus Provérbios: "Em todo o tempo ama o amigo, e na angustia se faz o irmão"4 .
As relações de amizade são amplamente retratadas tanto na literatura como no cinema e na televisão. como exemplos, podemos citar: Dom Quixote e Sancho PançaSherlock Holmes e Watson, os Três MosqueteirosO gordo e o magroOs três patetas, a série Friends, entre outros. Wikipédia

[2] Quando o gnosticismo primitivo já perdia a sua influência no mundo greco-romano, surgiu na Babilônia e na Pérsia, no século III, uma nova vertente, o maniqueísmo.
O seu fundador foi o profeta persa Mani (ou Manés) e as suas ideias sincretizavam elementos do Zoroastrismo, do Hinduísmo, do Budismo, do Judaísmo e do Cristianismo. Desse modo, Mani considerava ZoroastroBuda e Jesus como "pais da Justiça", e pretendia, através de uma revelação divina, purificar e superar as mensagens individuais de cada um deles, anunciando uma verdade completa.
Conforme as suas ideias, a fusão dos dois elementos primordiais, o reino da luz e o reino das trevas, teria originado o mundo material, essencialmente mau. Para redimir os homens de sua existência imperfeita, os "pais da Justiça" haviam vindo à Terra, mas como a mensagem deles havia sido corrompida, Mani viera a fim de completar a missão deles, como o Paráclito prometido por Cristo, e trouxera segredos para a purificação da luz, apenas destinados aos eleitos que praticassem uma rigorosa vida ascética. Os impuros, no máximo podiam vir a ser catecúmenos e ouvintes, obrigados apenas à observância dos dez mandamentos (citados abaixo).
As ideias maniqueístas espalharam-se desde as fronteiras com a China até ao Norte d'África. Mani acabou crucificado no final do século III, e os seus adeptos sofreram perseguições na Babilónia e no Império Romano, neste último nomeadamente sob o governo do Imperador Diocleciano e, posteriormente, os imperadores cristãos. Apesar da igreja ter condenado esta doutrina como herética em diversos sínodos desde o século IV, ela permaneceu viva até à Idade Média.
Santo Agostinho foi adepto do maniqueísmo até se decidir de vez pelo cristianismo. Wikipédia

[3] Análise transacional
A Análise Transacional é um método psicológico criado em 1956 pelo psiquiatra Eric Berne.
Informalmente conhecida como AT, estuda e analisa as trocas de estímulos e respostas, ou transações entre indivíduos. O nome original do método é Transactional Analysis. Os pressupostos básicos foram escritos por Claude Steiner** (Os Papéis que Vivemos na Vida), e são:
1. Todos nascemos OK, isto é, com potencial para viver, pensar, desfrutar.
2. Todas as doenças são curáveis, desde que se encontre a abordagem adequada.
Estes dizeres levam a crer que a AT diferencia caráter e personalidade. O caráter refere-se as tendências que trazemos, como por exemplo, tendência para a lealdade, passividade, alcoolismo, rebeldia (genética - gestação - parto - desenvolvimento neuromotor). Já a personalidade constitui-se da educação e sociedade, daquilo que provém do meio externo, ou seja, das informações de pais, professores, religião, cultura. Parece claro que a personalidade baseia-se também no caráter, mas não o inverso. A análise transacional é um estudo psicodinâmico, enfatizando que a pessoa pode modificar seus sentimentos, pensamentos e escolhas pelo autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Esta possibilidade é enfatizada em sua teoria básica, vinda de Berne, que são: estados de ego, transações, posição existencial e roteiro de vida. Nem o caráter, nem a personalidade devem coibir a autonomia possível do ser humano. Para os Analistas Transacionais, portanto, o ser humano carrega em si a capacidade criativa, e fazendo-se uma metáfora,comparado a uma árvore, teria a seiva que passa pelo seu interior construtiva, a forma de seu tronco seria a personalidade e a madeira que constitui essa forma seria o caráter. Wikipédia