Na Região Metropolitana de Curitiba algumas lideranças têm desenvolvido um trabalho interessante que pudemos acompanhar, sendo parte desses grupos onde alguns despontaram de forma impressionante. Nesse conjunto o Clube Lions Curitiba Batel foi, com a FAE/Bom Jesus e a UFPR, entre outras entidades, vetor de discussão e estímulo de ações que em muitos eventos contaram com o apoio da COPEL, SANEPAR, FAS, professores de colégios e escolas, universitários etc (ver [i] [ii] [iii] [iv] [v] ). O importante é que vimos muito e aprendemos mais, quem sabe contribuindo de forma decisiva para a vida de famílias mais humildes, mas com potencial para serem extremamente úteis e, no mínimo, merecendo atenção e dignidade.
Associações de Moradores de Bairros são laboratórios de formação de heróis, não é fácil o desafio que enfrentam. Não bastassem as dificuldades dos lugares que atuam, ainda enfrentam as sutilezas da criminalidade que não para de crescer. A violência aproxima-se, inclusive, do centro de Curitiba onde já domina alguns espaços. O governo precisará apoiar nossos policiais, prestigiar, investir muito para compensar atrasos na segurança, que estão custando muitas vidas...
Realmente temos em torno de Curitiba e mesmo dentro de suas fronteiras uma multidão de brasileiros carentes de formação adequada à vida competitiva e exigente de grandes cidades[vi]. O estado (município, estado e União) pode muito, mas não tudo. O voluntarismo torna-se necessário à medida que sentimos as limitações do serviço público, nem sempre atento às sutilezas de comunidades carentes.
Pior ainda, a indigência de uma parcela da população conduz muitas pessoas à marginalidade, império dos traficantes. Assim constrói-se um futuro perigoso a todos, mortal para eles. Creches e escolas em número e qualidade insuficientes, policiamento precário, infraestrutura mal feita, cultura imprópria para a cidade, enfim, um conjunto de fatores perigosos que exige a atuação de voluntários, sempre em número insuficiente, para no mínimo ajudar esse povo a sobreviver.
Alguns se destacam, contudo. É fantástico ver o Coral Colibri[vii] e o trabalho nos centros de convivência e conhecer pessoas que fazem de tudo, honestamente, para sobreviver numa sociedade que lá de cima vem, não raramente, com propostas indecentes. No Lions Batel, fantasticamente, temos um grupo de pessoas dedicadas que enchem os olhos da gente, conduzindo atividades excepcionais.
Mais ainda é sentirmos os efeitos de algumas lideranças estaduais, entre elas a do presidente Rodrigo da Costa Rocha Loures, que em todas as oportunidades procura estimular ações sociais e a lógica do desafio de cumprirmos as metas dos Objetivos do Milênio, ou seja, encontramos na FIEP especialistas e apoio logístico para trabalhos importantes.
Nada se compara, contudo, à disposição de alguns líderes como, por exemplo, o professor Tosihiro Ida, Carlos Eugênio de Melo, Joel Lobo e Nilson Izaías Pegorini, simplesmente incansáveis e extremamente competentes.
Nesse contexto vem a preocupação com o aprimoramento de nossos bairros e vilas, onde sabemos ser possível fazer muito se o próximo governo realmente quiser. Desde hortas comunitárias até a construção de mais escolas, urbanização adequada, prevenção de cheias, policiamento enérgico etc. dependem da vontade real de nossos políticos, donos de canetas que receberão em janeiro do próximo ano.
Felizmente o Brasil parece realmente retomar marcha firme. Vimos, por exemplo, com entusiasmo, o programa Projovem exposto em barracas na Praça Rui Barbosa[viii] oferecendo centenas de vagas de bons cursos profissionalizantes. Afinal, existe algo mais dignificante do que poder trabalhar honestamente?
Há muito a ser feito. Por aí vem a preocupação, como serão nossos deputados e o futuro governo? Quais serão as suas prioridades? (vide Mirante do Aprendiz em Paraná Político[ix]). Sabemos que o governo tem condições de mudanças radicais a favor de todos, desde a segurança no trânsito de escolares até a qualidade dos serviços essenciais. Para que isso aconteça, contudo, outras prioridades deverão perder um pouco, pois é impossível fazer tudo.
Nossa gente mais simples não domina, ainda, as artes da política e é enganada de diversas formas. Aos poucos, entretanto, vai aprendendo, inclusive, a usar essas ferramentas maravilhosa que são: a internet, o Ministério Público e o Poder Judiciário. Merecem essa força, devem ser objeto de cuidados maiores, essa é a nossa esperança.
Cascaes
16.7.2010
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[i]
http://odmcuritiba.blogspot.com/
[ii]
http://zumbimaua.blogspot.com/
[iii]
http://projetoliberdadeemcolombo.blogspot.com/
[iv]
http://contracapacuritibana.blogspot.com/
[v]
http://projetosolnascentevilaaudi.blogspot.com/
[vi]
http://economia-engenharia-e-brasil.blogspot.com/
[vii]
http://coralcolibriparanaense.blogspot.com/
[viii]
http://empregoecapacitacaoprofissional.blogspot.com/
[ix]
http://www.paranapolitico.com.br/