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sábado, 20 de agosto de 2016

PERCA TEMPO - O BLOG DO MURILO: Corrupção nas obras públicas - MODESTO CARVALHOSA

PERCA TEMPO - O BLOG DO MURILO: Corrupção nas obras públicas - MODESTO CARVALHOSA: ESTADÃO - 20/08 Uma solução em curso é a efetivação, pelo Congresso Nacional, do ‘performance bond’ Longo período decorreu desde que, no Pro...

Oportunidades perdidas






Cada etapa de nossa história tem causas e efeitos da forma de ocupação e de governos que existiram. O Brasil gigantesco foi um espaço que exigiu da etapa de ocupação pós-colombiana, as anteriores ainda carecem de estudos maiores e melhores, afetou tremendamente nações indígenas, africanas e “premiou” os invasores com terras exuberantes e desafios monumentais. Os romances de Mário Vargas Lhosa são imperdíveis.
Para nossa época, após inúmeros fatos consumados, o que realmente importa ainda é a construção de um país saudável e feliz.
As mutações ideológicas do século 20 geraram por aqui alternativas sempre salvadoras, patrióticas ou hipócritas.
A partir da década de oitenta do século passado recomeçamos algo que se denominou “redemocratização”, a favor de quem? Apesar dos discursos o povo mais humilde desenvolveu-se um pouco enquanto corporações mais fortes se nivelaram em padrões financeiros e até superaram aquelas dos países mais desenvolvidos da Europa. Afinal a mão de obra simples continua barata por aqui.
Importamos teses modernas sem resolver as carências antigas. Pior ainda, graças à incompetência e desonestidade ganhamos crises porque o Presidente não sabia que ia faltar energia ou deixou atrasar obras extremamente importantes. Os sistemas de saúde foram se degradando, em muitos casos por pura falência de hospitais vergados pela legislação trabalhista.
Criamos e demolimos projetos de desenvolvimento tecnológico. Como ouvimos de um consultor há alguns anos num seminário na FIEP: é mais “barato” importar tecnologia.
Perdemos tudo até graças a leis que teoricamente deveriam defender nossos especialistas empreendedores. Somos muito competentes em colar etiquetas em kits trazidos de fora com sobrepreços absurdos. Nossas indústrias têm facilidades para se instalarem no Paraguai, por exemplo, e um calvário para sobreviver no país dos carimbos e selos holográficos.
Não temos estadistas, lideranças nacionais confiáveis, a reação do poderosos de plantão assusta, mais ainda quando operações da nova geração de policiais, juízes, promotores, auditores etc. torna público, graças à maravilhosa transparência que muitos eleitos e empreendedores de mídias de aluguel procuram inibir.
Felizmente a universalização do comércio e abertura de capital de empresas públicas e privadas impõe submissão a acionistas estrangeiros.
Aqui a malandragem ainda conta com o maná das fundações de previdência estatais, onde facilidades estranhas dão prejuízos monumentais. Sócias de fundações estrangeiras agora algumas delas deverão participar das indenizações que países mais organizados juridicamente cobrarão.
Estamos vivendo mais, o trabalho honesto deveria ser exaltado e viabilizaria muitos benefícios. Mais fácil, contudo, é cobrar mais e oferecer menos. Dizem que protelando aposentadorias “ad infinitum” o Brasil equilibrará suas contas; quantas vezes isso já foi motivo de experiências? Em família sofremos a tragédia do Montepio da Família Militar e em casa agora precisamos lutar continuamente pela Fundação Copel. E quem depende do SUS e INSS?
Sentimos que não faltou dinheiro. Nessa última década o Brasil nadou de braçada aproveitando um mercado internacional favorável e o interno turbinado. Prioridades erradas, contudo, criaram ídolos com pés de barro e a nova crise econômica. Questões essenciais não foram resolvidas, de greves em serviços essenciais à organização, formação e gerenciamento de agências reguladoras e similares.
Os brasileiros deveriam estar felizes, afinal as Olimpíadas de 2016 provam que temos qualidades, mas os defeitos mais uma vez foram apontados. Criaremos vergonha e vontade de mudar realmente nosso país?
Cascaes
20.8.2016



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ranking da qualidade do transporte coletivo urbano




Qualidade do transporte coletivo urbano
Algo que beira à má fé é a classificação de cidades e seus equipamentos urbanos em nível mundial. Com certeza teóricos terão suas fórmulas cabalísticas, mas qual é a credibilidade de diplomas e honrarias que têm indícios de apadrinhamento, conveniências impublicáveis ou simplesmente ignorância?
Diplomas dizem muito pouco nesses tempos em que a Tecnologia em todas as profissões evolui exponencialmente. É fácil mostrar sucessos que duraram muito pouco.
No transporte coletivo urbano temos agora cidades imensas com inúmeras pessoas idosas, com deficiência(s), adoentadas e crianças, além do cidadão e cidadã comuns. Qual será a solução ideal? Quem será a melhor? Qual o sistema de transporte coletivo urbano mais eficaz?
Um bom indicador de qualidade é a atratividade. O que faz com que certas cidades tenham redução de passageiros?
Mostrar novidades e protótipos de veículos é fácil, afinal a indústria agradece e aplaude essas oportunidades. E os usuários? Por que optam pelo transporte individual, de skates a automóveis?
O transporte coletivo urbano para ser otimizado precisa de inúmeras análises e recursos. Sendo realizado com ônibus pode se submeter ao mantra dos cartéis empresariais, afinal a cidade, o contribuinte paga o resto. Fora esses veículos fantásticos que estão longe de seus limites futuros e possuem extrema versatilidade, quando dimensionados de forma adequada, o resto precisa de subsídio, quantias monumentais. Isso é mais evidente em cidades que deslocaram os trabalhadores mais humildes para longe dos polos estratégicos, aí o pesadelo é diário.
Acontece, ainda, que uma característica essencial dos sistemas de transporte coletivo é o acesso aos pontos de embarque e desembarque. Cidades que não oferecem segurança aos pedestres inviabilizam deslocamentos, principalmente de pessoas fragilizadas.
Vemos mídia de ônibus, e seus detalhes completos?
Quando compramos de forma consciente um automóvel procuramos saber como são os seus sistemas de frenagem e aceleração, suspensão, layout, acessibilidade, segurança, conforto e custos, enfim.
Para os moradores de vias com veículos de superfície ou não é essencial ter consciência do barulho, gases, riscos de acidentes e até da criação de centros secundários indesejáveis.
Ou seja, mobilidade urbana assim como os sistemas de saneamento básico, drenagem, abastecimento de água, coleta de lixo, educação, segurança, saúde e até de internet formam conjuntos que exigiriam pessoas extremamente capazes, inteligentes, atentas à sinergia com tudo o que compõe o conjunto que denominamos cidades, inclusive seus elementos vitais, não essenciais, mas que criam o conjunto que precisamos para viver.
Chato mesmo é ver a mediocridade premiada.

Cascaes
17.8.2016