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segunda-feira, 27 de junho de 2016

O prefeito que desejamos, sugerimos


Qualquer cidade precisa de um gerente multidisciplinar que, se possível, não seja escravo de qualquer corporação e com honestidade firme, determinado a exercer seu mandato com atenção permanente a seus munícipes.
O momento vergonhoso em que estamos demonstra que erramos rotineiramente, mas deve servir para orientar candidatos e eleitores.
Votamos de modo geral por critérios que não têm funcionado, isso é mais do que evidente no Brasil.
A Democracia modelo século 18 é baseada na oratória, em negociações, em parlamentos naquela época essenciais para a representação popular.
Século 21: redes sociais, urnas digitais, apuração quase instantânea, dispositivos de segurança, temas emergentes e emergenciais, necessidade de garantir serviços essenciais, vitais, a Sustentabilidade, as mudanças extremamente rápidas de perfil econômico, social, desafios imensos que só crescem em tempos de crise universal.
Nossas cidades padecem de infraestruturas precárias, manutenção irregular, padrões superados, tarifas e impostos elevados. Atribui-se a empresários, trabalhadores, contribuintes, proprietários de imóveis responsabilidades que não compreendem. Impõe-se ao povo mais humilde sacrifícios imensos. Privilégios criam classes tremendamente privilegiadas. Faz-se pesquisas de opinião aceleradas e colocam lógicas propostas pela mídia, qual é o resultado?
Tudo demonstra a necessidade de critérios severos para indicação e apoio a candidatos.
Com certeza é importante termos no Poder Executivo pessoas com boa formação profissional e cultura universal. Seja quem for a humildade de saber conversar com o povo em todos os ambientes é importante, essa pessoa existe?
Nossa poética Constituição Federal estabelece direitos e privilégios. Estamos vendo o que acontece quando as pessoas têm direitos e não sofrem as consequências do que determinam, principalmente no ambiente político. Se suas atitudes forem explicitamente criminosas poderão ser punidos, poderão...
A Operação Lava Jato mostra os critérios de governo em que vivemos, ou ainda existem em alguns lugares.
As grandes metrópoles brasileiras ilustram os estragos de décadas de crises, incompetências e safadezas assim como também temos bons exemplos dispersos por esse imenso Brasil, via de regra escondidos pelos governos sucessores para que sejam esquecidos.
O que é apaixonante é podermos imaginar o bom prefeito e o que ele faria, pelo menos.
Esse cidadão estaria atento à confiabilidade dos serviços essenciais, às tarifas excessivas, à segurança, educação, saúde, mobilidade e inclusão de todos, inclusive dos pedestres, das pessoas com deficiência(s), idosas, doentes e acima de tudo com as crianças. Os eleitos caminhariam pela cidade e seus bairros, vendo, tocando, cheirando, correndo de cachorros etc. formando convicção pessoal da cidade que governariam.
Talvez nosso povo evolua sabendo como vivem as pessoas nos países mais desenvolvidos, se bem que o ser humano em geral é um animal lúdico, alienado, egocêntrico. Já foi muito pior, (1) se Darwin estava certo (2) evoluímos, ou poderá piorar (3).
A curiosidade, entretanto, só aumenta com a aproximação das eleições nesse modelo dinossáurico.
Quem será nosso prefeito ou prefeita? Saberá enfrentar os tecnocratas, lobbies, autoridades, mediocridades e criar diretrizes sadias para os eleitores em suas cidades? Evitar abusos de concessionárias? Avaliar serviços? etc.?

Cascaes
27.6.2016


1. Cascaes, João Carlos. Procurando Saber, Entender, Aprender Filosofia, História e Sociologia - SEM CENSURA. [Online] http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/.
2. Ferry, Luc. Aprender a Viver. Livros e Filmes Especiais. [Online] http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2012/05/aprender-viver.html.
3. —. a inovação destruidora. Livros e Filmes Especiais. [Online] http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com/2016/02/a-inovacao-destruidora.html.




domingo, 26 de junho de 2016

Calçadas e serviços essenciais


O principal símbolo urbano de respeito ao ser humano é a existência de mobilidade segura e ampla para a pessoa comum, com deficiência, idosa, crianças, ou seja, para todos os seus cidadãos.
No Brasil começamos ao contrário, no outro extremo, algo até natural quando há décadas passadas o trânsito de veículos motorizados era insignificante.
Agora, com a redução do preço e aumento de potência até de motocicletas os cuidados precisam aumentar, e muito.
Felizmente no Congresso Nacional temos a Deputada Federal Mara Gabrilli [ (1), (2)] e outras pessoas conscientes da responsabilidade de fazer do Brasil um país decente.
Serviços essenciais e as calçadas poderiam ser classificados como sistemas, instalações, serviços, equipamentos urbanos vitais que precisam ser aprimorados, mantidos com qualidade, evoluir constantemente.
No Setor Elétrico a COPEL (3) é um bom exemplo dessa preocupação que têm momentos de excelência quando seus executivos, gerentes e colaboradores em geral podem mostrar o que sabem.
Antes de mais nada devemos louvar os executivos políticos eleitos quando formam boas equipes. Em todos os planos institucionais podemos sentir se merecem ou não seus cargos e se precisam responder por atos criminosos e/ou irresponsabilidade técnica. As operações dos Ministérios Públicos, Polícias especializadas, Poder judiciário, Controladorias etc. graças a um novo padrão de informação da mídia mostram a importância da vigilância cívica e o mérito das boas empresas públicas e privadas.
E as cidades?
De vilas a monstrópolis mostram muito sobre os seus cidadãos.
É bom quando temos bons exemplos...

Cascaes
26.06.2016


1. Gabrilli, Mara. LBI: garantia de calçadas acessíveis depende de todos nós. Mobilize. [Online] http://www.mobilize.org.br/blogs/o-direito-de-ir-e-vir/index.php/sem-categoria/lbi-garantia-de-calcadas-acessiveis-depende-de-todos-nos/.
2. Deputada Federal Mara Gabrilli. [Online] http://maragabrilli.com.br/.
3. COPEL É ELEITA A MELHOR DISTRIBUIDORA DO BRASIL NA AVALIAÇÃO DO CLIENTE. CoOPEL . [Online] 23 de 06 de 2016. http://www.copel.com/hpcopel/root/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Froot%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2F0F095162B5C097E103257FDA00782C24.





Quem é o responsável por essa calçada? esse buraco? o proprietário da calçada, Compagás, Sanepar, PMC?

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Limites humanos, profissões, carreiras, subir descer montanhas sem cair?


Limites humanos, profissões, carreiras, subir descer montanhas sem cair?


Qual é o limite de coerência e de competência de qualquer ser humano?
Existe o superhomem ou a supermulher?
Alguém é perfeito?
Podemos manter permanentemente a vitalidade juvenil?
O envelhecimento[1] significa o quê?
Obviamente não; todos têm limitações e a capacidade e competência de qualquer “homo sapiens sapiens” segue um gráfico com eixos e parâmetros bem definidos. O envelhecimento sinaliza limitações que fogem à percepção da maioria das pessoas, criando situações constrangedoras e perigosas.
Com certeza a evolução da Medicina promete soluções mágicas, mas até elas chegarem a bons padrões haverá necessidade de muitos cuidados (Cascaes, Os idosos no Brasil).
Ao longo da história, principalmente nessas últimas décadas, pessoas que começaram com propostas morais, políticas, sociais e familiares mostraram que a vida é de fato um enredo de teatro ao longo do qual encenamos peças difíceis, terminando, muitas vezes, em comportamentos típicos de tragédias gregas[2] ou brasileiras, simplesmente. Ou seja, o famoso “amadurecimento” parece ser sinônimo de hipocrisia e cinismo da pior espécie na maioria dos casos.
Grandes filmes mostram pessoas ilustres no ocaso de suas vidas, poucas mantiveram a dignidade e qualidade de seus discursos mais lúcidos. Outras amargaram isolamentos dolorosos (Le Promeneur du Champ de Mars ) e (O general em seu labirinto).
Vencedores que têm sucesso em suas carreiras souberam escalar montanhas e também aprenderam a descer delas, se souberam manter a dignidade no ocaso de profissões e vidas (Cascaes, Saber envelhecer ).
A democracia[3] criou uma oportunidade muito especial de se entender até onde os líderes conseguem manter confissões éticas e quanto conseguem suportar quando seus interesses pessoais, vícios e convicções íntimas as governam. Mais ainda, é muito evidente a degradação quando no ápice de suas posições mostram que de fato o Poder corrompe (Cascaes, A favor da democracia no Brasil).
A força pessoal é sempre testada em qualquer lugar, da família à empresa, em clubes e partidos políticos, inclusive em sociedades religiosas.
Somos “humanos, demasiadamente humanos” (Nietzsche).
O que isto significa quando pensamos em ética e moral?
A angústia e estados depressivos aparecem, são doenças psicossomáticas[4] que surgem quando contrariamos o que acreditamos sinceramente.
Algo simples e elucidativo está nos ensinamentos de Sigmund Freud ao mostrar como o nosso comportamento reage ao nosso íntimo, nossa educação, ao diagramatisar nossas decisões como uma divisão entre os três segmentos de influência e decisão comportamental:
Da Wikipedia temos:
Id, ego and super-ego are the three parts of the psychic apparatus defined in Sigmund Freud's structural model of the psyche; they are the three theoretical constructs in terms of whose activity and interaction mental life is described. According to this model of the psyche, the id is the set of uncoordinated instinctual trends; the super-ego plays the critical and moralizing role; and the ego is the organized, realistic part that mediates between the desires of the id and the super-ego ( Snowden, Ruth (2006). Teach Yourself Freud. McGraw-Hill. pp. 105–107. ISBN 978-0-07-147274-6). The super-ego can stop you from doing certain things that your id may want you to do ("The Super-ego of Freud." "http://journals1.scholarsportal.info.myaccess.library.utoronto.ca/tmp/).
Even though the model is structural and makes reference to an apparatus, the id, ego and super-ego are functions of the mind rather than parts of the brain and do not correspond one-to-one with actual somatic structures of the kind dealt with by neuroscience.
The concepts themselves arose at a late stage in the development of Freud's thought: the "structural model" (which succeeded his "economic model" and "topographical model") was first discussed in his 1920 essay Beyond the Pleasure Principle and was formalized and elaborated upon three years later in his The Ego and the Id. Freud's proposal was influenced by the ambiguity of the term "unconscious" and its many conflicting uses.
Isso ilustra o que desde Freud sabemos; temos uma “voz da consciência” e outras mensagens que simplesmente mal percebemos. Nossos ilustres chefes e as Suas Excelências, tão humanos quanto todos nós, também as têm. A demonstração é a figura até patética que percebemos entre pessoas que se julgavam acima das leis humanas ou assumidamente se afastam de discursos antigos.
Precisamos, portanto, principalmente diante daqueles a quem amamos, praticar a honestidade intelectual, um imperativo categórico[5] (Kant por Fernando Savater La aventura del pensamiento avi.), dominante, ou pelo menos desejável. O exercício do diálogo sincero, franco, é um tremendo filtro de amizades.
O relacionamento conquistado com base em mentiras é frágil, pode se transformar em ódios irreversíveis.
Ter amigos e amigas dispostos a conversar com sinceridade é um privilégio inestimável. Eles nos ajudam em momentos importantes, pois, afinal, quais são os nossos limites?
Exatamente por termos limitações e desconhecermos plenamente a nós mesmos é importante alguns cuidados diante de decisões que afetarão nossa vida inteira.
A prudência sugere meditação, reflexões demoradas e repetidas, autocríticas e leva à percepção de que tudo o que pretendemos poderá não acontecer. Isso é perfeitamente normal, mas a vaidade e a ingenuidade bloqueiam análises pessoais importantes.
Todos, vivendo muito, passarão por momentos extremos em muitos sentidos.
Como enfrentaremos as adversidades? Elas são inevitáveis, a menos que sejamos os primeiros das listas do cemitério.
E no início de nossas vidas profissionais? As dúvidas costumam ser enormes.
O que realmente desejamos ser? Felizes, no mínimo.
O que podemos alcançar, conquistar? Proteger? Cuidar? Ter?
Aqueles que dependem de nós precisam da força e competência que tivermos. Colocá-los em risco, sabendo que não suportaremos derrotas, é uma tremenda irresponsabilidade. Por outro lado, devemos treiná-los, prepará-los para os momentos ruins.
O ser humano que se fragiliza torna-se parte dos problemas da vida dos demais, muitas vezes exigindo atenção que seria necessária a pessoas amigas que realmente precisam de todos.
É uma cena típica de grandes acidentes ver indivíduos que deles saíram ilesos criarem pânico, confusão, exigirem atenção enquanto à volta deles, às vezes por falta de alguns segundos de cuidados, outros acabam morrendo ou agravando suas lesões.
Sempre a avaliação de cenários e análise de prioridades são essenciais a qualquer líder, se essa for a sua condição de existência. Melhor dizendo, saber escolher criteriosamente o caminho a percorrer é o desafio de todo ser humano consciente e capaz. Naturalmente poderá errar, mas a preocupação em agir corretamente é o melhor indicador de bom caráter.
Podemos escolher, ser grandes ou pequenos, frágeis ou fortes. Isso depende muito mais de nossos códigos éticos e personalidade do que exatamente da riqueza material ou força física.
Construímos nossas capacidades e competências ao longo de nossa existência. O capricho nessa obra compensa.
Entre as muitas decisões que devemos tomar está a vida profissional.
A opção por uma profissão é algo de extrema importância na existência pessoal, social, profissional, religiosa etc. de qualquer um. Cada atividade profissional exige um padrão mental, físico, comportamental e moral.
Um jovem desenvolve seus desejos pelos exemplos familiares e diante do que a Mídia, amizades e escolas ensinam.
É importante compreender que a opção de emprego, empresa, submissão ou não etc. afetam o relacionamento familiar.
O casamento normalmente acontece em momentos de paixão, a vida mergulha o casal em rotinas pesadas.
Tanto sob o ponto de vista social quanto familiar o compromisso de trabalhar e sustentar famílias exige muito de todo ser humano, mais ainda quando tem pretensões maiores.
Muitas vocações e profissões não mostram visibilidade adequada. As percepções podem enganar e insinuar caminhos equivocados. Por isso tudo é importante o apoio de especialistas, se possível, e na hora de adotar um circuito que levará ao diploma é aconselhável quando possível.
Infelizmente os vestibulares testam conhecimentos, não avaliam e selecionam de acordo com vocações em potencial.
Lamentavelmente os testes vocacionais[6] saíram de moda, ou melhor, poderiam ser mais valorizados e aperfeiçoados. Eles existem na admissão a empresas, mas aí o candidato já terá perdido muitos anos em alguma escola profissionalizante.
Na maioria dos vestibulares, o que vale é a capacidade de memória e o volume de conhecimentos, eventualmente raciocínio.
Diplomas confundem, dão a percepção de que o jovem ou adulto pode fazer e quer. As frustrações serão violentas se ao longo da vida o candidato a alguma profissão perceber que não alcança o nível desejado ou terá feito opções que não gosta. Recomeçar frequentemente é mais saudável do que insistir em caminhos errados, com a vantagem de partir com uma formação que os companheiros da futura profissão raramente terão.
Felizmente vivemos numa época em que refazer a vida profissional (inclusive com o Ensino a Distância) é possível, assim como todas as outras.
A rigidez de compromissos típicos de antigamente deu lugar a uma sociedade dinâmica, que, entretanto, cobra um preço elevado no relacionamento familiar, onde os prazos e compromissos são bem concretos e de extrema importância para as pessoas que dependem de nós.
É, portanto, essencial saber que potencial temos e o preço que estamos dispostos a pagar na conquista de uma carreira. Graças à internet existem portais que dão um apoio que poderá ajudar muito [ (Teste Vocacional), (Testes profissionais), etc.], isso sem falar de especialistas nessa arte do bem querer uma profissão.
Nem sempre existe sinceridade na oferta de oportunidades de trabalho assim como naturalmente criamos imagens que talvez não interessem aos empregadores. Frequentemente as opções não satisfazem o ambiente social em que vivemos. O corporativismo bloqueia análises que poderiam ajudar muito; podemos enfrentar a resistência de pessoas que se encontram em espaços que não são capazes de sustentar.
Em qualquer atividade humana as barreiras explícitas e discretas afetam o trabalhador. Note-se que obstáculos existem para serem vencidos ou aceitos. Tudo depende de nossa capacidade de enfrentá-los.
No Brasil o debate em torno do atendimento médico (Programa Mais Médicos) foi antológico. Revelou um comportamento e situação de atendimento que poucos brasileiros que vivem em grandes cidades conheciam. Apesar de muitas faculdades de Medicina mantidas pelos contribuintes os resultados a favor do povo brasileiro e do cidadão comum são pequenos. A importação de médicos e o compromisso deles de trabalharem onde nossos profissionais não aceitam viver foi a revelação de que muito precisa ser corrigido.
O que sabemos, mesmo com todos os benefícios razoáveis de uma família “classe média” vivendo em um centro com muitos recursos, é que não é difícil encontrar profissionais sem vocação, apesar de eventualmente serem bem preparados. Um profissional desmotivado é perigoso, mais ainda quando lida com pessoas no limite de resistência.
A opção errada de vida gera prejuízos para todos, possivelmente maior para aqueles que erraram ao escolher uma profissão, uma cidade para viver, amigos etc.
O desprezo pela realidade é um erro primário.
E os vícios culturais e comportamentais em família?
Viver alienadamente é muito mais “gostoso” do que enfrentar a realidade. Talvez por consequência de milhões de anos extremamente difíceis o ser humano evoluiu, mas transformou-se reforçando um padrão de comportamento alheio ao ambiente em que existe.
Um dos vícios culturais mais desastrosos é o desprezo pela prudência financeira.
Inacreditavelmente casais mimados esquecem custos e benefícios de suas atividades. O que aprendem? O que podem provocar?
O exemplo é fundamental, educamos principalmente mostrando pelas nossas atitudes o que deve ser feito.
A diferença entre casais responsáveis e outros é impressionante, principalmente na educação dos filhos.
Disciplina, higiene, segurança, planejamento de vida, cuidados e valores bem transmitidos evitam desmontes que acontecem com facilidade quando os pais fogem da compreensão de suas limitações.
A felicidade não se conquista com facilidades.
Ao contrário, deve-se valorizar cada conquista difícil que tenha significado muitos sacrifícios. Talvez um dos grandes equívocos de qualquer casal já comece na famosa “Lua de Mel”, frequentemente relativamente deslumbrante para, ao retorno, enfrentarem o choque de realidade criando frustrações que poderão perdurar e destruir um casal.
Existem limites que educam, excessos que desmoralizam, deseducam.
Tudo, em tudo, sempre e em qualquer atividade devemos respeitar limites de prudência ou ter consciência do que a derrota significará.
A pior derrota é a luta que se perde em batalhas subdimensionadas... A burrice dói quando a percebemos.
Ser feliz significa equilíbrio emocional, estar de bem com a vida. Momentos de muita alegria são insustentáveis, mas inesquecíveis quando merecidos.
Temos limites até para o prazer e é bom saber que o tempo vida é a soma dos momentos que não esquecemos.
Cascaes
13.06.2016

Cascaes, João Carlos. s.d. <http://idososbrasileiros.blogspot.com.br/>.
Marques, Gabriel Garcia. O general em seu labirinto. 12ª. Editora Record, 2014.
Nietzsche, Friedrich. Humano, Demasiado Humano. Trad. Antonio Carlos Braga. 2. escala, s.d.
Profissões, Evento Giro de. Teste Vocacional. s.d. <http://www.girodeprofissoes.com.br/teste-vocacional>.
Savater, Fernando. Kant por Fernando Savater La aventura del pensamiento avi. s.d. <http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/2014/05/kant-por-fernando-savater-la-aventura.html>.






[1] O envelhecimento do organismo como um todo está relacionado com o fato das células somáticas do corpo irem morrendo uma após outra e não serem substituídas por novas como acontece na juventude. O motivo é que para a substituição poder acontecer as células somática têm de se ir dividindo para criarem cópias que vão ocupar o lugar deixado vago pelas que morrem.
Em virtude das múltiplas divisões celulares que a célula individual registra ao longo do tempo, para esse efeito, o telómero (extensão de DNA que serve para a sua proteção ) vai diminuindo até que chega a um limite crítico de comprimento, ponto em que a célula deixa de se poder dividir envelhece e morre com a conseqüente diminuição do número de células do organismo, das funções dos tecidos, órgãos, do próprio organismo e o aparecimento das chamadas doenças da velhice e não só.
Existe uma enzima natural (telomerase) em todos os organismos vivos que está encarregada de proceder à manutenção dos telómeros. Por cada divisão da célula acrescenta a parte do telómero que se perde em virtude da mesma, de modo que o telómero não diminui e a célula pode-se dividir sempre que precisa. O que acontece é que ela faz essa função unicamente nas células germinativas fazendo com que estas sejam permanentemente jovens independentemente do organismo ser já velho. Devia fazer o mesmo nas células somáticas do organismo, mas, isso não acontece. Wikipédia
[2] Tragédia (do grego antigo τραγῳδία, composto de τράγος, "bode" e ᾠδή, "canto") é uma forma de drama que se caracteriza pela sua seriedade e dignidade, frequentemente envolvendo um conflito entre uma personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade.
Suas origens são obscuras, mas é, certamente, derivada da rica poética e tradição religiosa da Grécia Antiga. Suas raízes podem ser rastreadas mais especificamente nos ditirambos, os cantos e danças em honra ao deus grego Dionísio (conhecido entre os romanos como Baco). Dizia-se que estas apresentações etilizadas e extáticas foram criadas pelos sátiros, seres meio bodes que cercavam Dionísio em suas orgias, e as palavras gregas τράγος, tragos, (bode) e ᾠδή, odé, (canto) foram combinadas na palavra tragoidia (algo como "canções dos bodes"), da qual a palavra tragédia é derivada. Wikipédia
[3] Democracia é uma forma de governo em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente — diretamente ou através de representantes eleitos — na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis. Ela abrange as condições sociais, econômicas e culturais que permitem o exercício livre e igual da autodeterminação política.
O termo origina-se do grego antigo δημοκρατία (dēmokratía ou "governo do povo"), que foi cunhado a partir δῆμος (demos ou "povo") e κράτος (kratos ou "poder") no século V a.C. para denotar os sistemas políticos então existentes em cidades-Estados gregas, principalmente Atenas; o termo é um antônimo para ἀριστοκρατία (aristokratia ou "regime de uma elite"). Embora, teoricamente, estas definições sejam opostas, na prática, a distinção entre elas foi obscurecida historicamente. No sistema político da Atenas Clássica, por exemplo, a cidadania democrática abrangia apenas uma classe de elite de homens livres, enquanto escravos e mulheres eram grupos excluídos da participação política. Em praticamente todos os governos democráticos em toda a história antiga e moderna, a cidadania democrática valia apenas para uma elite de pessoas, até que a emancipação completa foi conquistada para todos os cidadãos adultos na maioria das democracias modernas através de movimentos por sufrágio universal durante os séculos XIX e XX.
O sistema democrático contrasta com outras formas de governo em que o poder é detido por uma pessoa — como em uma monarquia — ou em que o poder é mantido por um pequeno número de indivíduos — como em uma oligarquia. No entanto, essas oposições, herdadas da filosofia grega, são agora ambíguas porque os governos contemporâneos têm misturado elementos democráticos, oligárquicos e monárquicos em seus sistemas políticos. Karl Popper definiu a democracia em contraste com ditadura ou tirania, privilegiando, assim, oportunidades para as pessoas de controlar seus líderes e de tirá-los do cargo sem a necessidade de uma revolução.
Diversas variantes de democracias existem no mundo, mas há duas formas básicas, sendo que ambas dizem respeito a como o corpo inteiro de todos os cidadãos elegíveis executam a sua vontade. Uma das formas de democracia é a democracia direta, em que todos os cidadãos elegíveis têm participação direta e ativa na tomada de decisões do governo. Na maioria das democracias modernas, todo o corpo de cidadãos elegíveis permanecem com o poder soberano, mas o poder político é exercido indiretamente por meio de representantes eleitos, o que é chamado de democracia representativa. O conceito de democracia representativa surgiu em grande parte a partir de ideias e instituições que se desenvolveram durante períodos históricos como a Idade Média europeia, aReforma Protestante, o Iluminismo e as revoluções Americana e Francesa. Wikipédia

[4]psicossomática é uma ciência interdisciplinar que integra diversas especialidades da medicina e da psicologia para estudar os efeitos de fatores sociais e psicológicos sobre processos orgânicos do corpo e sobre o bem-estar das pessoas. O termo também pode ser compreendido, tal como descreve Mello Filho (MELLO FILHO, Júlio (coordenador); Psicossomática hoje; Porto Alegre; Artes Médicas, 1992), como "uma ideologia sobre a saúde, o adoecer e sobre as práticas de saúde, é um campo de pesquisas sobre estes fatos e, ao mesmo tempo, uma prática, a prática de uma medicina integral". Wikipédia
[5] Imperativo categórico é um dos principais conceitos da filosofia de Immanuel Kant. Sua ética têm como conceito esse sistema. Para o filósofo alemão, imperativo categórico é o dever de toda pessoa doar conforme os princípios que ela quer que todos os seres humanos sigam, se ela quer que seja uma lei da natureza humana, ela deverá confrontar-se realizando para si mesmo o que deseja para o amigo. Em suas obras Kant afirma que é necessário tomar decisões como um ato moral, ou seja, sem agredir ou afetar outras pessoas.
O imperativo categórico é enunciado com três diferentes fórmulas (e suas variantes), são estas:
1)Lei Universal: "Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal." a)Variante: "Age como se a máxima da tua ação fosse para ser transformada, através da tua vontade, em uma lei universal da natureza."
2)Fim em si mesmo: "Age de tal forma que uses a humanidade, tanto na tua pessoa, como na pessoa de qualquer outro, sempre e ao mesmo tempo como fim e nunca simplesmente como meio".
3)Legislador Universal(ou da Autonomia): "Age de tal maneira que tua vontade possa encarar a si mesma, ao mesmo tempo, como um legislador universal através de suas máximas." a)Variante: "Age como se fosses, através de suas máximas, sempre um membro legislador no reino universal dos fins."

[6] Um teste vocacional é um teste que se realiza em pessoas para testar os interesses e aptidões a fim de indicar uma ou mais possíveis vocações e do testado. Os especialistas em orientação vocacional têm colocado em xeque a ideia convencional que se tem de vocação. Gente talentosa sempre vai existir, mas o século XXI promete abrir espaços para quem é apenas normal. Para ser bem-sucedido, melhor é ser polivalente e, mais que tudo, gostar do que faz. Os testes vocacionais são pouco usados hoje em dia. Eles podem ajudar a conhecer suas habilidades e gostos. No entanto, isso não obriga alguém a definir uma profissão só porque o teste indicou isso; os questionários são padronizados e as pessoas não. Os testes vocacionais tradicionais, que dividem o mundo em humanas e 'exatas, foram praticamente banidos. Eles se baseavam apenas nas inclinações naturais e nos temas de interesse pessoal. Wikipédia

terça-feira, 7 de junho de 2016

O Direito a Ter Crianças Fora da Sexualidade - Dra. Silvane Marchesini







Publicado em 25 de nov de 2015
Palestra "O Direito a Ter Crianças Fora da Sexualidade" proferida pela Dra. Silvane Marchesini, no III Fórum de Sustentabilidade do TRT-PR.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Atuações preventivas e os órgãos institucionais e voluntariado




Crises econômicas e institucionais desviam a atenção do povo de outras questões não menos importantes. No Brasil teremos (e tivemos) grandes acidentes e outros eventos catastróficos se a sociedade brasileira não se interessar pelo que poderá fazer para evitá-las.
Temos inúmeras repartições públicas para registro de queixas e alertas, poucas, pelo jeito, estão em condições de atuar eficazmente.
Agravando tudo existe a corrupção, a incompetência, a cumplicidade e leniência a que muitos brasileiros e brasileiras se acostumaram. Mudar comportamentos é algo lento e difícil, a menos que ações enérgicas aconteçam como tem acontecido na Operação Lava Jato, algo absolutamente excepcional e inédito no Brasil.
Os componentes da equipe que promove a Operação Lava Jato não podem fazer tudo, infelizmente.
Precisamos de mais entidades, poderes organizados ou não, institucionais ou voluntários para corrigir projetos, comportamentos, leis, decretos, burocracias e desmontar quadrilhas que deixaram o Brasil desmoralizado e quebrado.
Devemos todos diariamente perguntar frente ao espelho e de amigos o que pode ser feito. Por menor que seja a amplitude de cada atitude vale o critério de escoteiro, pelo menos uma boa ação por dia.
Acima de tudo é fundamental uma autocrítica severa. Vimos nas manifestações públicas, privadas e políticas faixas, textos, discursos etc. de pessoas que suspeitamos serem completamente diferentes do que apregoam.
A intimidação profissional, intelectual e material viabilizam desde estupros (um pesadelo mal resolvido) a tremendos golpes contra a nação inteira.
Lamentavelmente notamos que muitos saem pela tangente desenvolvendo planos dispersivos num país que carece de severidade contra os criminosos.
Felizmente muitos se distraíram e assim a Presidente Dilma conseguiu publicar a lei que regulamentava a Delação[1] Premiada ( (1), (2), (3)), algo que incomoda muita gente. Para completar o quadro de terror contra pessoas intocáveis faziam,  esnobando o povo brasileiro,  ganhamos uma decisão do STF histórica[2] (4) assustando e colocando atrás das grades personagens históricos de crimes até famosos, condenados e recorrendo sistematicamente (em liberdade) de sentenças pesadas.
O Poder Judiciário, Ministérios Públicos, Tribunais diversos sinalizam mudanças importantes, o desafio agora é equacionar isso tudo com a necessidade de governabilidade do país, extremamente difícil quando as decisões de Governo dependem de maiorias e lideranças envolvidas em escândalos que merecem julgamento, esclarecimentos, Justiça.
Nessa Torre de Babel o cidadão comum e todas as ONGs realmente sérias precisam rever planejamentos e agir de acordo com suas competências para que nos próximos meses o Brasil não se transforme em campo de batalha ou espaço para todas as doenças, misérias e crimes. Teremos fragilidades imensas e estaremos cumprindo programas que esqueceram as necessidades básicas de nosso povo.
Agravando tudo estamos entrando em período eleitoral. Como motivar nossos governantes e forçá-los a optar pelas prioridades reais de atuação em tempos tão difíceis?
Acreditamos que os Ministérios Públicos ganham relevância máxima nessa situação, podendo agir de forma a que não caiamos no caos. Outras formas de agir existem, contudo, que vão do voluntariado em ações de interesse social a decisões estratégicas adequadas de pessoas poderosas.
Devemos, concluindo, perguntar: o que fazer para sobreviver com dignidade?

Cascaes
30.5.2016

1. "Delação premiada gerou reação em cadeia". Carta Capital. [Online] Deutsche Welle , 1 de 4 de 2015. http://www.cartacapital.com.br/politica/delacao-premiada-gerou-reacao-em-cadeia-703.html.
2. Hayash, Francisco Yukio. Entenda a “delação premiada”. jusbrasil. [Online] [Citado em: 2016 de 3 de 2016.] http://franciscohayashi.jusbrasil.com.br/artigos/138209424/entenda-a-delacao-premiada.
3. MENDONÇA, STEPHAN GOMES. A Lei 12.850/2013 e a nova delação premiada. Justificando. [Online] [Citado em: 7 de 3 de 2016.] http://justificando.com/2014/09/15/lei-12-8502013-e-nova-delacao-premiada/.
4. Richter, André. Por 7 votos a 4, STF autoriza prisão após condenação em 2ª instância. EBC Agência Brasil. [Online] 17 de 2 de 2016. http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-02/por-7-votos-4-stf-autoriza-prisao-apos-condenacao-em-2a-instancia.






[2] Por 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (17) que pessoas condenadas em segunda instância devem começar a cumprir pena antes do trânsito em julgado do processo (final do processo). Com a decisão, um condenado poderá iniciar o cumprimento da pena se a Justiça de segunda instância rejeitar o recurso de apelação e mantiver a condenação definida pela primeira instância.