Lembre-se da pequena história da criança que, enquanto devolvia algumas Estrelas do Mar às aguas em uma praia onde milhares estavam retidas na areia, foi interpelada por outra que disse:
- Que adianta devolver algumas ao mar, são centenas delas!
- e aquela grande criança respondeu: são centenas, mas para essas eu fiz a diferença.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

BEL- i9







sábado, 24 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mania de fazer lei

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ação social, da ecologia ao ser humano

Na Região Metropolitana de Curitiba algumas lideranças têm desenvolvido um trabalho interessante que pudemos acompanhar, sendo parte desses grupos onde alguns despontaram de forma impressionante. Nesse conjunto o Clube Lions Curitiba Batel foi, com a FAE/Bom Jesus e a UFPR, entre outras entidades, vetor de discussão e estímulo de ações que em muitos eventos contaram com o apoio da COPEL, SANEPAR, FAS, professores de colégios e escolas, universitários etc (ver [i] [ii] [iii] [iv] [v] ). O importante é que vimos muito e aprendemos mais, quem sabe contribuindo de forma decisiva para a vida de famílias mais humildes, mas com potencial para serem extremamente úteis e, no mínimo, merecendo atenção e dignidade.

Associações de Moradores de Bairros são laboratórios de formação de heróis, não é fácil o desafio que enfrentam. Não bastassem as dificuldades dos lugares que atuam, ainda enfrentam as sutilezas da criminalidade que não para de crescer. A violência aproxima-se, inclusive, do centro de Curitiba onde já domina alguns espaços. O governo precisará apoiar nossos policiais, prestigiar, investir muito para compensar atrasos na segurança, que estão custando muitas vidas...

Realmente temos em torno de Curitiba e mesmo dentro de suas fronteiras uma multidão de brasileiros carentes de formação adequada à vida competitiva e exigente de grandes cidades[vi]. O estado (município, estado e União) pode muito, mas não tudo. O voluntarismo torna-se necessário à medida que sentimos as limitações do serviço público, nem sempre atento às sutilezas de comunidades carentes.

Pior ainda, a indigência de uma parcela da população conduz muitas pessoas à marginalidade, império dos traficantes. Assim constrói-se um futuro perigoso a todos, mortal para eles. Creches e escolas em número e qualidade insuficientes, policiamento precário, infraestrutura mal feita, cultura imprópria para a cidade, enfim, um conjunto de fatores perigosos que exige a atuação de voluntários, sempre em número insuficiente, para no mínimo ajudar esse povo a sobreviver.

Alguns se destacam, contudo. É fantástico ver o Coral Colibri[vii] e o trabalho nos centros de convivência e conhecer pessoas que fazem de tudo, honestamente, para sobreviver numa sociedade que lá de cima vem, não raramente, com propostas indecentes. No Lions Batel, fantasticamente, temos um grupo de pessoas dedicadas que enchem os olhos da gente, conduzindo atividades excepcionais.

Mais ainda é sentirmos os efeitos de algumas lideranças estaduais, entre elas a do presidente Rodrigo da Costa Rocha Loures, que em todas as oportunidades procura estimular ações sociais e a lógica do desafio de cumprirmos as metas dos Objetivos do Milênio, ou seja, encontramos na FIEP especialistas e apoio logístico para trabalhos importantes.

Nada se compara, contudo, à disposição de alguns líderes como, por exemplo, o professor Tosihiro Ida, Carlos Eugênio de Melo, Joel Lobo e Nilson Izaías Pegorini, simplesmente incansáveis e extremamente competentes.

Nesse contexto vem a preocupação com o aprimoramento de nossos bairros e vilas, onde sabemos ser possível fazer muito se o próximo governo realmente quiser. Desde hortas comunitárias até a construção de mais escolas, urbanização adequada, prevenção de cheias, policiamento enérgico etc. dependem da vontade real de nossos políticos, donos de canetas que receberão em janeiro do próximo ano.

Felizmente o Brasil parece realmente retomar marcha firme. Vimos, por exemplo, com entusiasmo, o programa Projovem exposto em barracas na Praça Rui Barbosa[viii] oferecendo centenas de vagas de bons cursos profissionalizantes. Afinal, existe algo mais dignificante do que poder trabalhar honestamente?

Há muito a ser feito. Por aí vem a preocupação, como serão nossos deputados e o futuro governo? Quais serão as suas prioridades? (vide Mirante do Aprendiz em Paraná Político[ix]). Sabemos que o governo tem condições de mudanças radicais a favor de todos, desde a segurança no trânsito de escolares até a qualidade dos serviços essenciais. Para que isso aconteça, contudo, outras prioridades deverão perder um pouco, pois é impossível fazer tudo.

Nossa gente mais simples não domina, ainda, as artes da política e é enganada de diversas formas. Aos poucos, entretanto, vai aprendendo, inclusive, a usar essas ferramentas maravilhosa que são: a internet, o Ministério Público e o Poder Judiciário. Merecem essa força, devem ser objeto de cuidados maiores, essa é a nossa esperança.

Cascaes

16.7.2010



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[i] http://odmcuritiba.blogspot.com/

[ii] http://zumbimaua.blogspot.com/

[iii] http://projetoliberdadeemcolombo.blogspot.com/

[iv] http://contracapacuritibana.blogspot.com/

[v] http://projetosolnascentevilaaudi.blogspot.com/

[vi] http://economia-engenharia-e-brasil.blogspot.com/

[vii] http://coralcolibriparanaense.blogspot.com/

[viii] http://empregoecapacitacaoprofissional.blogspot.com/

[ix] http://www.paranapolitico.com.br/

terça-feira, 13 de julho de 2010

A COPEL entrando no jogo da FIFA

A Copel pretende (se aprovado pelos deputados) investir R$ 40 milhões em marketing adquirindo, por alguns anos (o período também passará por negociação), o nome do estádio do Atlético, tal qual a Kyocera fez entre 2005 e 2008. Além disso, apoiará com verbas proporcionais as camisas de Atlético, Coritiba e Paraná e Operário e Iraty. A principal justificativa para isso é o fato de a empresa estar entrando no ramo de internet e telefonia fixa, além dos discursos de apoio ao esporte local e da necessidade de viabilizar o estádio para a Copa.

sábado, 10 de julho de 2010

BOX – ONDE ESTÃO OS AMBIENTALISTAS?

Publicado em A Nova Democracia, nº 67 – julho 2010

BOX – ONDE ESTÃO OS AMBIENTALISTAS?



Adriano Benayon * - 17 de junho de 2010

Que fazem as ONGS ambientalistas diante do vazamento de petróleo no Golfo do México, causado pela British Petrol (BP) – o que já mostra ser o maior desastre ambiental de toda a história?

Simplesmente, nada. Mantém silêncio. Omitem-se por completo.

Por que? Porque são pagas pela oligarquia financeira mundial para ajudar a pôr grandes espaços territoriais, dotados dos mais valiosos minerais estratégicos, sob controle da família real britânica e outros expoentes dessa oligarquia, além de obstaculizar projetos necessários ao desenvolvimento do Brasil.

Entre os grandes acionistas da BP está exatamente a família real britânica, a qual lidera a intervenção no Brasil a pretexto de meio ambiente e de direitos indígenas;

Quem não conhece o espalhafato com que costumam agir, no Brasil e em outros países, as ONGs “ambientalistas”, Greenpeace e WWF (Fundo Mundial para a Natureza)?


Umas das principais finalidades dessas ONGs é tirar a atenção do público dos verdadeiros destruidores do meio-ambiente, e os maiores desses destruidores são as companhias de petróleo, notadamente as mega-transnacionais anglo-estadunidenses, a saber Exxon-Mobil e Chevron-Texaco (EUA); British Petrol (BP) e Shell (britânicas).

Estas financiam e sustentam aquelas ONGS do “meio-ambiente”. Aí está mais uma das infinitamente numerosas fraudes que pratica a oligarquia mundial.

Observações:


1.“Acredito que a investigação independente mostrará que esta tragédia poderia ter sido evitada”. Essa declaração é do diretor-executivo da Chevron, John Watson.
2. As TVs deram destaque em seus noticiários à reunião de Obama com executivos da BP (16.06.2010) e a uma anunciada ajuda desta, de US$ 20 bilhões, para vítimas (norte-americanas) da insólita calamidade.



Conclusão:

Especialistas estimam em 18 meses o tempo em que o vazamento terá comprometido boa parte dos oceanos, acabando com o plâncton, responsável por 70% da produção do oxigênio planetário. O que está em risco, portanto, é a sobrevivência da humanidade e de outras espécies. Cabe, portanto, perguntar:

1) A questão se limita a indenizar vítimas norte-americanas diretamente atingidas?

2) Por que o governo dos EUA não tratou nem trata o assunto como questão de Estado, intervindo diretamente nas causas da continuação do desastre e mobilizando os recursos técnicos e materiais de que dispõe para estancar a contaminação dos oceanos, em vez de deixar as coisas (e a propriedade) com a BP?

3) Por que os governos dos demais países ainda não exigiram essas medidas do governo norte-americano, nem fizeram questão de tomar parte nelas, uma vez que a catástrofe produz efeitos em todo o Mundo?

* Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br

Brasil sem fábricas

Os ambientalistas devem estar felizes, o Brasil perde indústrias rapidamente. Nossos acadêmicos continuam contentes, publicam papers a granel. Os banqueiros sorriem, financiam importações, apóiam negócios. Geramos empregos: pilotos de máquinas agrícolas, alimentadores de frangos, esquartejadores de bois. Temos autênticos mineiros e as ferrovias aparecem para carregar produtos que enchem graneleiros. Montamos automóveis, afinal, alguma coisa precisa ser feita aqui, ainda que pagando royalties monumentais. Tornamo-nos gente do mundo, milhões de brasileiros, alguns fanáticos por religiões importadas ou filhos e netos de imigrantes, mudaram para o exterior, levando para lá o pouco que aprenderam em nossas escolas, a maioria delas sustentadas pelo contribuinte nacional.

O artigo “Um Titanic chamado Brasil”, de Fritz Utzeri, merece a transcrição de alguns dados:

...no primeiro semestre deste ano o Brasil importou quase 200 milhões de dólares de lâmpadas, a maioria vindas da China, quase três vezes mais do que o total importado em 2009 no mesmo período. ... a desindustrialização do país que vai deixando progressivamente de fabricar e desenvolver produtos de alta e média tecnologia, um déficit que custa ao Brasil cerca de 23 bilhões de dólares anuais. ... em 1995 (portanto há 15 anos) a participação do setor industrial na composição do PIB era de 28% e hoje não passa de meros 13,5%. Só para comparar, a China (que há 30 anos tinha um PIB inferior ao Brasil é hoje a segunda economia do mundo e o setor industrial responde por 47% desse produto. Na Coreia do Sul, um quarto do PIB é gerado pela indústria... entre 1995 e 2009 o PIB brasileiro cresceu 47%, enquanto o da China aumentou praticamente 200% e o da Índia 136%. ... O Brasil perdeu espaço principalmente nas indústrias de bens de capital, química e eletroeletrônica, que registraram um déficit de 44 bilhões de dólares em 2009 (número já ultrapassado pelos dados preliminares deste ano que já chegam a 57 bilhões de dólares).

Ou seja, apesar da pilha monumental de recursos para pesquisa e desenvolvimento criados com os encargos sobre energia, transporte, máquinas etc. (Fundos Setoriais - FINEP) nossos pesquisadores e empreendedores desistiram de registrar patentes, de criar empresas no Brasil, cansaram de competir com nações sem os entraves legais e burocráticos existentes nessa terra que adora cartórios e leis modernas.

Talvez alguns economistas liberais tenham razão, cada povo deve fazer o que sabe produzir melhor. A questão é: quanto vale uma tonelada de soja? Qual o preço de uma tonelada de perfume? Quanto custa um quilograma de chips? Quanto recebemos por um kg de frango? O que fazemos para produzir um metro cúbico de madeira? O que é necessário para se ter um metro cúbico seda?

Naturalmente devemos aproveitar todas as oportunidades razoáveis de geração de empregos. Afinal temos gente de toda espécie e o ideal é que todos possam trabalhar, serem úteis.

0 drama é que resolvemos fazer leis de metro. Tantas leis exigem um número muito maior de decretos, normas, regulamentos, fiscais, tribunais, cadeias e limitações que transformam o Brasil no paraíso dos advogados, cartorários, juízes e carcereiros. Enquanto isso outros países mais espertos desregulamentam, simplificam, criam oportunidades.

O que incomoda é ver uma nação com tantas possibilidades de sair do patamar ruim em que se encontra continuar alienada, valorizando problemas importados, esquecendo seu povo que se acostumou a escravizar e humilhar.



Cascaes

10.7.2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A BP e o Brasil