quarta-feira, 13 de abril de 2016

Renuncie Sra. Presidente


Por favor, Vossa Excia., se me  (YouTube) ou lê diretamente, renuncie.
Seu governo acabou e insistir em mantê-lo será condenar o povo brasileiro a um longo período de dificuldades políticas, sociais e econômicas.
Lamentavelmente Vossa Excia. perdeu credibilidade. O ziguezague inacreditável de seu estilo de tomar decisões matou sua administração e confunde qualquer pessoa que pretenda analisar suas decisões. A reeleição, aparentemente, dominou suas preocupações e a colocou nos braços de grandes grupos organizados de poder. Seus acólitos não a protegeram do pior tipo de lideranças possíveis...
Sra. Presidente ou Presidenta, permita-me tratá-la assim, aliás tenho dificuldades de uso adequado de formas de tratamento. Misturam tanto em ONGs e outras coisas que ao final parece que cruzamos toda hora com gente muito importante. Bons escritores e romancistas souberam fazer livros muito especiais nesse assunto, ganhe tempo para estudá-los e ver que que formas de tratamento só servem para disciplinar ambientes solenes, não ajudando muito a mostrar sentimentos. Sendo extremamente sincero e preocupado principalmente com nossos dependentes, amigos e amigas e o povo em geral, sua renúncia ajudará no saneamento lógico e moral de nosso país. Com certeza esperamos que a faxina continue, pois muitos que se arrogam qualidades superiores deverão passar pelo crivo de inquéritos severos. A Lava Jato enche-nos de orgulho, principalmente daqueles que sempre viram a corrupção como um tumor que parecia incurável apesar de todos os esforços.
As ilusões criadas por sua coligação partidária desmoronaram fragorosamente a partir do final do ano passado. Fenômeno semelhante aconteceu em muitos estados e municípios, mas é natural que a mídia nacional e internacional centre suas atenções na Senhora Presidenta.
Nosso povo começa a sentir os efeitos da tremenda crise econômica que se manifesta pela perda de empregos, decadência dos serviços de saúde, educação e segurança (o povo mais humilde é a principal vítima do crime organizado e aleatório).
Sra. Dilma Rousseff, nasci de 8 de outubro de 1944. Vivi todas as ilusões ideológicas e partidárias. De desilusões a desesperos aprendi que a realidade é muito diferente de utopias colocadas como se fossem panaceias. Pior ainda é sentir o peso da idade e de doenças típicas da terceira idade (ou quarta?).  Isso cria dúvidas crescentes em relação ao que dizemos e escrevemos. Atrevo-me, contudo, a lhe pedir, renuncie.
Renunciando libere seu partido, a especialidade do PT é ser oposição.
Fora dessas responsabilidades a Sra. compreenderá melhor a maravilhosa preocupação de muitos países e corporações com a moralização das instituições nacionais e internacionais. A tecnologia moderna permite investigações e conhecimentos instantâneos, isso fez uma tremenda falta ao Brasil que passou por muitos períodos nebulosos. Ou melhor, a Humanidade agora pode exercitar relações econômicas e políticas mais sadias, apesar dos esforços de muitos ditadores, fanáticos e gente patologicamente desonesta.
Renuncie e entre para a história do Brasil com um ato de grandeza, algo que mais cedo ou tarde será louvado pelos historiadores, sociólogos, pensadores e políticos.
Maravilhosamente temos diversas inquéritos em andamento com maior eficácia graças, inclusive, a decretos que a Sra. produziu. Seus poderes, contudo, foram explorados de forma perversa por muita gente “esperta”.
Pague o preço de seus erros e saboreie o que fez de correto e eficaz.
Na Presidência simplesmente continuará estimulando conflitos de efeitos imprevisíveis. Temos exemplos de sobra do que isso significa. O povo brasileiro não pode servir de “bucha de canhão” para essa aventura.
Renuncie, por misericórdia!

João Carlos Cascaes
Curitiba, 13 de abril de 2016



segunda-feira, 21 de março de 2016

Crimes contra a Humanidade e a corrupção


O pragmatismo ideológico e a natureza do próprio ser humano, imperfeito por natureza, viabilizaram desde sempre crimes brutais contra Indivíduos, tribos, nações, povos, etnias e estados durante conflitos, governos e impérios.
A brutalidade sempre foi “justificada” pela conquista de bens materiais, espirituais, ideológicos, filosóficos etc.
Períodos de medo histérico viabilizam caça às bruxas e grupos suspeitos, inacreditavelmente atuais em muitos lugares desse nosso planetinha.
E a corrupção (1)?
Antes de mais nada é importante conceituar o que imaginamos como crime passível de punições severas em torno da palavra corrupção. A origem desse verbete pode gerar confusões. No Brasil ela aparece fortemente na condição de atos intencionais, dolosos, mal-intencionados de governantes, políticos, empresários, corporações contra os brasileiros, contribuintes, pessoas fragilizadas etc. para enriquecimento ilícito e ganhos eleitorais.  
Com o processo de demolição de monarquias e estados formados por castas exploráveis, a ascensão política e econômica das mulheres, flexibilização de comportamentos sexuais e outros a legislação nacional e internacional precisa se fortalecer em direção à melhor Justiça Social.
Tribunais internacionais são necessários e seus espelhos mais do que importantes em qualquer país.
É possível e visível a corrupção[1]?
Navegando na internet descobrimos essa joia em Jusbrasil (2):
 O juiz espanhol Baltasar Garzón, conhecido por ter expedido mandado de prisão contra o ex-presidente chileno Augusto Pinochet, disse hoje (10) que a corrupção e a impunidade são questões diretamente relacionadas, que se retroalimentam e viabilizam a execução de crimes contra a humanidade. Garzón ainda defendeu que a corrupção seja tratada como crime internacional pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) e que a cooperação judicial entre os países seja mais efetiva, sem a possibilidade de negação de execução judicial por questões políticas - o que, segundo ele, contribui para que atividades corruptas fiquem impunes.
É fácil perceber que o desgoverno generalizado no Brasil condena milhões de brasileiros a uma regressão social, desemprego, fragilidades diante de doenças, perda de benefícios etc., ou seja, milhões de pessoas estão sendo punidas após atos de mistificação da realidade e promessas impossíveis. Isso não é crime contra a Humanidade, mais ainda quando lembramos que somos um aglomerado de nações que renunciam a suas culturas acreditando em democracia e descobrindo a supremacia  de lideranças corporativas, carismáticas e decadentes?
Não é simples julgar crimes contra a Humanidade e tribunais especiais e permanentes devidamente assessorados são necessários. Os modelos vão surgindo à medida que timidamente magistrados de grande valor e pouco poder militar condenam “chefes” que não podem se defender.
O capitalismo internacionalizado (até Cuba ensaia esse processo de transformação) precisa ser disciplinado. Paraísos fiscais são lugares hediondos, talvez necessários diante da mutabilidade de estados podres.
Novas leis internacionais aparecem e graças à tecnologia do século 21 as barreiras que protegiam ditadores e grupos econômicos selvagens se enfraquecem.
É fundamental inibir veleidades de intocabilidade, principalmente quando os agentes do mal se degradam com sucessos passados. O retorno das múmias assusta.
No Brasil é momento de começar a pensar em ajustes legais, constitucionais e institucionais que minimizem o mau caratismo até valorizado em tempos de Zé Carioca. Aliás, Walt Disney é um paradigma de tempos preconceituosos e perversos, extremamente perigosos e que explicam muitos comportamentos perniciosos dos tempos dos gibis.
Precisamos evoluir. Infelizmente o espírito de vigiar e punir (3) é necessário se isso contribuir para a redução de hábitos e crenças lesivas ao povo em geral.
Graças à Operação Lava Jato e similares descobrimos a dimensão do cenário podre brasileiro. O melhor que podemos fazer é criar leis, regras, estruturas, limites e punição exemplar à corrupção e seus agentes.
Cascaes
21.3.2016
1. Boff, Leonardo. Corrupção: crime contra a sociedade. [Online] [Citado em: 21 de 3 de 2016.] http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2012/04/15/corrupcao-crime-contra-a-sociedade/.
2. Sarres, Carolina. Juiz espanhol defende que corrupção seja tratada como crime internacional. Jusbrasil. [Online] [Citado em: 21 de 3 de 2016.] http://ambito-juridico.jusbrasil.com.br/noticias/100177276/juiz-espanhol-defende-que-corrupcao-seja-tratada-como-crime-internacional.
3. Feinmann, José Pablo. Michel Foucault, su Filosofía. [Online] Procurando Saber, Entender, Aprender Filosofia, História e Sociologia - SEM CENSURA. http://querendo-entender-filosofia.blogspot.com.br/2015/03/michel-foucault-su-filosofia.html.








[1] Wikipédia em 21.03.2016 - Corrupção é o ato ou efeito de se corromper, oferecer algo para obter vantagem em negociata onde se favorece uma pessoa e se prejudica outra. É tirar vantagem em um "projeto de poder" atribuído. Busca oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício conforme Art. 333. do Código Penal.
O verbo "corromper" (do latim e grego) significa " "ato de quebrar aos pedaços", ou seja, decompor e deteriorar algo. .
Segundo Calil Simão, é pressuposto necessário para a instalação da corrupção a ausência de interesse ou compromisso com o bem comum:
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A corrupção social ou estatal é caracterizada pela incapacidade moral dos cidadãos de assumir compromissos voltados ao bem comum. Vale dizer, os cidadãos mostram-se incapazes de fazer coisas que não lhes tragam uma gratificação pessoal.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Olimpíadas brasileiras

Olimpíadas nacionalistas
O nosso povo enfrenta mais uma olimpíada nacionalista, algo que já aconteceu muitas vezes ao longo de sua história. Não obteve bons resultados e assim continuamos procurando soluções para endemias e epidemias violentíssimas.
Discretamente, no entanto, essa onda esportiva voltou com os primeiros inquéritos da Polícia Federal de que desconhecemos o resultado. Explodiu com o Mensalão, frustrou com a aposentadoria do Ministro Joaquim Barbosa.
Para quem procurava detalhes o cenário brasileiro assustava. Entre o carnaval e campeonatos de futebol, feriadões e greves, nossas contas externas e internas assustavam, pioravam exponencialmente.  É impossível gastar sem limites, mais ainda em tempos assustadores como aconteceu com a tremenda estiagem que atingiu o Brasil inteiro. Foi uma festa para quem dependia do ICMS, energia mais cara, maior a carga absoluta dos impostos.
Algo que angustiava era ver todas as obras estruturais atrasadas, exceto aquelas que eram prioridade absoluta da FIFA, essa teve tudo. Perdemos de 7 a 1. Quanto à FIFA os norte-americanos e a própria Suíça desvendam a cloaca dourada, aqui nossas CPIs...
Fantasticamente o Poder Judiciário, a Polícia Federal, os Ministérios Públicos e Tribunais de Conta não dormiram. Aliados ao jornalismo investigativo e novidades internacionais de comunicação e abertura de baús enterrados em paraísos fiscais chegaram à Lava Jato.
Que espetáculo de eficiência estamos ganhando com a sequência de etapas dessa Operação, ainda que atrapalhadas por grupos que merecerão maior análise.
Estamos, pois, em processo de corridas de obstáculos típicas das Olimpíadas, o povo vencerá?
Como acontece nos eventos olímpicos o que dá notoriedade a um país é o número de medalhas que conquista, com destaque para as melhores. Ou seja, além do Poder Judiciário há necessidade de exercícios e mudanças drásticas de todos os brasileiros que correm para o lado errado.
Estamos enfrentando riscos de tropeços e atrasos.
Em nossas quadras políticas os campos foram feitos para os bandidos vencerem. Felizmente foram surpreendidos e sentimos que o formalismo tão amado pelos gângsteres muda contra eles. Os inimigos não dormem de touca, contudo, procuram refazer seus times e regras para poderem sobreviver com suas mordomias e patrocinadores.
Algo que, entretanto, os “políticos” não contavam é que contribuintes, empresários, trabalhadores, pessoas idosas, com deficiência(s), crianças carentes de tudo, insegurança absurda, etc. sentem a perda de suas pensões, assistência médica, berçários e creches, escolas decadentes, transporte coletivo urbano adequado, tarifas ajustadas a suas possibilidades, lugar para morar, saneamento  básico, crédito construtivo etc.
Vivemos no país da liberdade de dormir na rua e catar lixo...
As Olimpíadas demoram, não podem alongar-se demais.
Sabemos que qualquer cidadão pode converter-se. Afinal inúmeros santos, heróis, filhos indigentes, viciados, pródigos voltaram à casa, templos e outros lugares dignos declarando penitências e mudanças.
Por enquanto e sempre, assim entendemos, vamos depender da Operação Lava Jato e dos supremos tribunais para evitar conflitos maiores. O povo está esgotado.

Cascaes
16.3.2016



segunda-feira, 14 de março de 2016

Temos lideranças - as manifestações de 13 de março confirmaram nossos heróis

As manifestações políticas do dia 13 de março de 2016 – a importância da coerência
Pelo Brasil inteiro, sem o apoio prévio da mídia formal, milhões de brasileiros foram às ruas para se manifestarem a favor de uma coleção diversificada de mudanças e, com destaque absoluto, a defesa da Operação Lava Jato e de todos que a viabilizaram. O Dr. Sérgio Moro é o herói inconteste e símbolo da reconstrução nacional, algo mais do que visível em 13 de março em todo o Brasil.
Ideologias? Opções partidárias? Preconceitos? Sectarismo? Sim, tudo pode ter contribuído para a atitude dos manifestantes. Seria essa a causa real de tanto furor? Entusiasmo?
Não creio!
Desde a reabertura política os brasileiros sonham com um Brasil melhor. Qual seria o caminho? Os mais velhos até jogaram fora suas bússolas políticas; se ainda podem pensar e lembrar discursos, campanhas, movimentos e partidos, muros da vergonha, totalitarismo, guerras inacreditáveis etc. dificilmente mantêm convicções.
De esperança a esperança, frustração a frustração, o povo entronizou o PT. Esse partido teve condições de fazer muito e saboreou momentos de sucesso, mas qual foi o efeito dessas “glórias” com o dinheiro do contribuinte?
Gradativamente o sentimento de casta eleita pelos deuses contaminou o Partido dos Trabalhadores e sua base aliada. Aliás, nesse espaço teve todas as orientações possíveis e necessárias com políticos (e sindicalistas) de outros partidos e os vícios de gerações de raposas.
Dizem que aqueles que nunca comeram mel quando podem fazê-lo se lambuzam. Parece que essa falta de etiqueta afetou o time do Lula e talvez da Presidente Dilma. Não contavam, entretanto, com uma geração nova de policiais federais, promotores, fiscais, auditores e magistrados. Entre eles alguns incrivelmente competentes e corajosos começaram a demolir cartéis, “esquemas”, sangria de divisas e impostos etc.
Em 2014 perdemos de 7 a 1 para a Alemanha e a banca internacional, especuladores e, agora, o palacete de areia desmoronou fragorosamente. Mais impostos, cortes de verbas em serviços essenciais, para a realização de obras importantíssimas, a vergonha de sermos tratados como irresponsáveis pelos gringos, o desemprego em massa, novas epidemias e antigas matando mais e mais gente, aposentados com medo de fundos de pensão, tudo assustando os brasileiros demonstrando a forma absurdamente inábil de gestão dos recursos penosamente pagos pelos brasileiros direta e indiretamente por inúmeros impostos, taxas, encargos, processos e... a corrupção.
A Petrobras, símbolo mítico de nossa história energética foi pasto de políticos e tecnocratas inescrupulosos, incrível!
Felizmente temos agora a ação enérgica do Poder Judiciário.
O patriotismo de milhões de brasileiros voltou. O amor ao Brasil renasceu.
Em Curitiba, a Sibéria de muitos incriminados pela Operação Lava Jato, os paranaenses enchem o peito e aplaudem fervorosamente seus ídolos. A famosa Boca Maldita foi pequeníssima para receber tantos manifestantes (1). Melhor ainda, crianças, jovens, gente iniciando suas carreiras esteve lá. Recebem a educação prática que sempre faltou.
Nossas redes sociais, e-mails e outros sistemas modernos de comunicação, com destaque o que os famosos celulares viabilizam, mostraram que podem ser utilíssimos apesar do tremendo esforço da mídia formal para regulá-los e censurá-los. No Brasil tornaram-se instrumentos essenciais de comunicação, propaganda, mobilização, gravações e até de instrumentos materiais de prova de crimes. Os bandidos já perceberam que é fundamental apagar rastros nessas maquininhas infernais.
O mais divertido é ver a perplexidade de profissionais da Imprensa querendo explicar o que houve nesse domingo decisivo às maquinações palacianas.
Nossos magistrados ganharam força.
Maravilhosamente a revolução das balanças e espadas acontece fulminando armações ilimitadas que garantiam a impunidade. Nosso Ministro Teori Zavascki e seus companheiros estão criando história enquanto parlamentares já não sabem o que fazer para enfrentar o Poder Judiciário e, agora, o povo brasileiro.
A frase do Dr. Ulysses Guimarães[i] de que “"A única coisa de quem o político tem medo é do povo" mostra-se verdadeira e assim o foi desde tempos imemoriais. Não foi por outra razão que Versalhes foi construída...
Nosso povo está saturado e perplexo com tudo o que descobre diariamente graças a diversos inquéritos em todos os níveis. A comunicação é instantânea e fugiu ao controle dos donos do poder. Ou seja, cuidem-se aqueles que pretendem disputar eleições. Poderão ganhar mandatos, mas talvez recebam de troco alguns carinhos durante a campanha.
Cascaes
14.3.2016

1. Cascaes, João Carlos. A favor da democracia no Brasil. [Online] http://afavordademocracianbrasil.blogspot.com.br/.




[i] Wikipédia - Ulysses Silveira Guimarães (Itaqueri da SerraItirapina6 de outubro de 1916 — Angra dos Reis12 de outubro de 1992) foi um político e advogado brasileiro e opositor àditadura militar. Foi presidente da Câmara dos Deputados em duas ocasiões distintas e também candidato a presidência da República na eleição de 1989. Morreu em um acidente aéreo de helicóptero no litoral de Angra dos Reis, sul do estado do Rio de Janeiro, e seu corpo nunca foi encontrado.

domingo, 13 de março de 2016

Manifestação a favor do Brasil 20160313140417

Hoje vamos protestar





Que governantes nós temos?
Nós que vivemos longe de Brasília descobrimos que o maior lixão a céu aberto da América Latina está na região metropolitana de Brasília [ (1), (2)], onde vivem todos os tecnocratas e políticos do Distrito Federal.
A Dengue mata mais e mais gente, o que foi feito diante da gravidade e dimensão dessa epidemia? A Zica vai matar milhares de crianças ou afetá-las profundamente; o dinheiro é só para combater a “inflação” criada por uma máquina mastodôntica e inútil de governantes ineptos.
A fome, a miséria, a insegurança ´persistem apesar de discursos políticos e demagógicos, para que servem nossos representantes?
Os impostos crescem sempre, para onde vai nosso dinheiro?
A FIFA mandou no Brasil, ninguém sabia o que ela representava?
Pois é amigos, felizmente o Poder Judiciário evolui, pelo menos essa nobilíssima instituição transforma-se em grande esperança de nosso povo, mas até nossos magistrados precisam sentir o peso da insatisfação popular. Ela talvez não seja proporcional à angústia e desespero de inúmeros desempregados, empresários à beira da falência, devedores que de repente percebem que já não podem dar a seus filhos a educação escolar que merecem. Escolas públicas? Professores e ambientes escolares continuam longe do que deveriam ser. A grande revolução nunca aconteceu. O Brasil dos escravocracatas tem medo da cultura, da educação, dos professores e professoras. Porrete, balas de borracha, cassetete em cima deles se reclamarem ou cooptação de lideranças mais ativas, isso é nossa terra e nossa gente. Hoje é dia de manifestação. A censura dos patrocinadores da mídia convencional funciona. É impressionante o silêncio nesses últimos dias dessas emissoras de TV, principalmente. Ainda temos as redes sociais, estarão também sob censura? Afinal os acionistas dessas empresas operadoras de redes sociais são empresários querendo faturar mais e mais. 
Gradativamente, por força da obrigação de fazer notícia, mostram as manifestações maiores. Espertamente centram o foco contra o Governo Dilma, e os outros?  A corrupção imperava no Brasil até o aparecimento da Operação Lava Jato.
O ser humano é o que é. Óbvio, não? Se não fosse tão decepcionante...
Precisamos mostrar que a evolução existe, que muitos podem querer e saber falar, gritar, cantar, escrever, fotografar, filmar e darem a esse material a mídia adequada.
Não é momento para assuntos secundários. A situação é muito grave, gravíssima dadas as circunstâncias. Por azares de eleições e campanhas ridículas ou maldosas estamos mal representados. E agora?
Hoje vamos para as ruas. É difícil dizer quantos até porque chuvas e enchentes maltrataram milhões de brasileiros. Outros procuram uma forma de sobrevivência, talvez catando lixo nas ruas e lixões desse imenso Brasil.
Cascaes

13.3.2016
1. Dourado, Lelia. "Lixão de Brasília": O Maior da América Latina! blog "Lelia Dourado". [Online] 12 de 3 de 2016. http://lelia-dourado.blogspot.com.br/2016/03/lixao-de-brasilia-o-maior-da-america.html.
2. A 15 km do Planalto, a vida no maior lixão ativo da América Latina. BBC. [Online] http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160310_galeria_lixao_estrutural_pf.



quarta-feira, 9 de março de 2016

O Brasil em momento de grandes decisões

A Operação Lava Jato e a realidade brasileira




 A Lava Jato e a corrupção no Brasil
O Poder Judiciário deve ser acionado pelos que identificam e consubstanciam crimes. Não é direito, função, atribuição de juízes criarem processos. O enquadramento de criminosos é obrigação de denunciantes, pessoas que se revoltam e agem nesse sentido.
Algo estranho, muito estranho aconteceu nesses últimos anos quando tratamos de crimes de corrupção. Os governantes e seus prepostos simplesmente, de modo geral, com raras e excelentes exceções, silenciaram e nada fizeram contra pessoas que inventaram procedimentos venais e odiosos. Os crimes que antes denunciavam veementemente viraram moeda de troca de apoios ou foram perdidos... preferiram aumentar impostos, tarifas, taxas, carimbos, criar secretarias, ministérios, aparelhar o Estado e passear (enriquecer?) por conta do contribuinte e da miséria do povo (excelente material de exploração política).
A nomeação de pessoas indiciadas para cargos protegidos pelo Foro Privilegiado virou uma rotina, colocando em cargos estratégicos exatamente indivíduos que mereceriam outra sorte. Pior ainda foi a criação de bolsões onde possivelmente os atos delituosos agradavam os chefes.
Isso ainda vai acontecer? O time do Mensalão não gostou da experiência. Será a fuga de outros?
A demagogia imperou e a distribuição de bolsas, cargos, medalhas etc. era a regra (parece que continua). Não sem razão a burocracia continua quase intocável e o número de ministérios e secretarias é algo espantoso. Nosso povo realmente teve benefícios, esmolas, privilégios que tem medo de perder. Esquecem que era exatamente isso, a radicalização da miséria, a base de sustentação de reações duras contra seus caciques. Os brasileiros humildes sofreram demais e a não existência de grandes conflitos no Brasil salvou muitos coronéis da guarda[i] (1) e cortesãos. O fatalismo foi inculcado na mente de multidões que só acreditam em paraísos milenares (2) e milagrosos[ii].
Inúmeros inquéritos e CPIs (Comissões Para Iludir o povo) aconteceram, servindo, ao que parece, de moeda de troca.
Nossos agentes mafiosos não contavam, entretanto, com uma geração instruída, inteligente, corajosa e honesta de magistrados, promotores, delegados, policiais etc. e, mais ainda, a maravilhosa “delação premiada” entrou em vigor para valer. (3). Gente que vivia no luxo e infinitas mordomias está presa ou aguardando julgamentos enérgicos, outros virão. Para operacionalização de tudo isso nossos Supremos Tribunais dão indícios de patriotismo e racionalidade, simplificando ritos (4) e apoiando a equipe do Lava Jato, com destaque para o Ministro Teori Zavascki.
Uma campanha dispersiva está em curso. A Mídia agradece, afinal ela serve para novos faturamentos e ibopes. Os fanáticos, cegos pelo sectarismo, agem como torcidas organizadas. O Brasil sofre desmoralizantes críticas, quem, entretanto, à medida que os inquéritos mostram resultados aplaudem nossa gente, os inquéritos alertam autoridades e acionistas internacionais assombram países que agora têm muito que aprender com o Brasil (chamando a atenção para o crime organizado internacional).
Felizmente não estamos em guerra, como é a esperança dos desesperados, sendo mais um país em guerra civil. Onde isso acontece a interferência estrangeira inibiu a reação justa de povos explorados. O que acontece no norte da África e Oriente Médio é um exemplo terrível do intervencionismo e geopolíticas de nações imperialistas e comerciantes de armas.
Pré-julgar é algo maldito, assim, par e passo a Operação Lava Jato colhe documentos, troca informações etc. criando processos que o Juiz Sérgio Moro de maneira eficaz sentencia. No STF o apoio é fantástico, assustando muita gente que se considerava intocável.
O Brasil paga a conta de equívocos centenários, vale a pena, isso é importante para a reconstrução ética e material de um país que merece ser uma referência de sucesso em todos os sentidos. Erramos demais... estamos acertando com o valoroso e novo Poder Judiciário.

Cascaes
9.3.2016
1. Coronelismo. Wikipédia. [Online] [Citado em: 9 de 3 de 2016.] https://pt.wikipedia.org/wiki/Coronelismo.
2. Milenarismo. Wikipédia. [Online] [Citado em: 9 de 3 de 2016.] https://pt.wikipedia.org/wiki/Milenarismo.
3. Cascaes, João Carlos. As delações premiadas e a Operação Lava Jato. A favor da Democracia no Brasil. [Online] 8 de 3 de 2016. http://afavordademocracianbrasil.blogspot.com.br/2016/03/as-delacoes-premiadas-e-operacao-lava.html.
4. 23h36, 17/02/2016 18h06 - Atualizado em 17/02/2016. Por 7 a 4, STF admite prisão logo após condenação em 2ª instância. G! [Online] 17 de 2 de 2016. http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/02/maioria-do-stf-permite-prisao-logo-apos-condenacao-em-2-instancia.html.





[i] Os membros da Guarda eram recrutados entre os cidadãos eleitores e seus filhos, com renda anual superior a 200 mil réis nas grandes cidades, e 100 mil réis nas demais regiões, esses indivíduos não exerciam profissionalmente a atividade militar, mas, depois de qualificados como guardas nacionais, passavam a fazer parte do serviço ordinário ou da reserva da instituição.[2] A Guarda Nacional tinha forte base municipal e altíssimo grau de politização.
A sua organização se baseava nas elites políticas locais, pois eram elas que formavam ou dirigiam o Corpo de Guardas . Como uma instituição de caráter civil, a Guarda Nacional era subordinada aos Juízes de Paz, aos Juízes Criminais, aos presidentes de Província e ao Ministro da Justiça, sendo somente essas autoridades que podiam requisitar seus serviços.[2] O único cenário em que os guardas nacionais passariam a fazer parte da estrutura militar de 1a linha era no caso dos corpos destacados para a guerra, quando deveriam de atuar como auxiliares do Exército.[2] Os guardas nacionais deveriam ser repartidos pelas Câmaras Municipais em unidades dentro dos distritos de cada município. A princípio, as unidades seriam da arma de infantaria, ficando a cargo do governo decidir sobre a criação de unidades de cavalaria e artilharia. , cabia ao governo escolher os Coronéis e os Majores de Legião da Guarda Nacional. Os demais oficiais, inicialmente, eram escolhidos através de eleições em que votavam todos os guardas nacionais para exercerem um posto pelo prazo de quatro anos, porém tal fórmula foi modificada após a promulgação do Ato Adicional (1834), sendo substituída por nomeações provinciais, propostas das Câmaras Municipais e, mais tarde, por indicações dos comandantes dos corpos.[

"Ora nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino que jamais será destruído e cuja realeza não será deixada a outro povo. Ele pulverizará e aniquilará todos esses reinos, e subsistirá para sempre" (Daniel 2:44)
Milenarismo pode ser definido como movimento social, geralmente de caráter religioso, que acredita em algum tipo de salvação total, coletiva e iminente de origem sobrenatural.
O termo "milenarismo" deriva da palavra em latim millennium (mil) e tem origem no livro das Revelações do Novo Testamento, especificamente em uma visão de São João na qual Jesus Cristo voltará à Terra para um reino de mil anos -o millennium.
De tradição protestante, o milenarismo religioso encontra-se mais forte em igrejas como a Adventista e a Testemunhas de Jeová, embora também apareça no judaísmo, no budismo e no islamismo. Por acreditar na vinda de um messias -Cristo, por exemplo-, o milenarismo pode ser usado como sinônimo de messianismo.
No Brasil, o movimento milenarista mais conhecido foi o de Canudos, comandado pelo líder religioso Antônio Conselheiro.
Ele e os seus seguidores acreditavam na proximidade do Julgamento Final e esperavam a vinda de um messias, do qual Conselheiro teria sido seu profeta. A profecia mais conhecida de Conselheiro -"o sertão vai virar mar, e o mar vai virar sertão"- também encaixa-se no pensamento milenarista da transformação radical a partir de um fenômeno sobrenatural.
Outro milenarista famoso foi o padre Antônio Vieira, que, no século 17, acreditava no surgimento do Quinto Império previsto por Davi, liderado por Portugal, que controlaria o mundo inteiro.
Os impérios anteriores haviam sido Assíria, Pérsia, Grécia e Roma.
O milenarismo, no entanto, não é apenas encontrado em movimentos religiosos, e seus traços podem ser encontrados em lugares aparentemente insuspeitos. Há quem argumente, por exemplo, que a crença do comunismo no fim da luta de classes para chegar a uma sociedade justa tenha raízes milenaristas. Um exemplo mais evidente é o nazismo alemão, que criou o Terceiro Reich (Reino, em alemão), previsto para durar mil anos. Os pesquisadores que defendem esse argumento chamam a atenção para o fato de que uma cultura "milenarista eclética" já faz parte do nosso cotidiano.
É muito fácil ver exemplos disso no que foi a contagem regressiva para o ano 2000. Não havia nenhum motivo racional para acreditar que a chegada do 3° Milênio (que, na verdade disso, só chegou em 2001) marcasse o início de uma nova era ou o começo do fim dos tempos. Alguém que ainda lembre de alguma promessa não cumprida feita em algum réveillon sabe do que se trata. Mesmo assim, por todo o lugar nos últimos meses de 1999 se viam anúncios explorando o fim do milênio, políticos usando o tema em discursos, contagens regresssivas e outros exemplos.
A proximidade da chegada do ano 2000 também gerou muita apreensão sobre como seria o comportamento de certas seitas religiosas milenaristas. Nos EUA, por exemplo, temia-se que pudessem se repetir episódios violentos semelhantes ao ocorrido no Texas em 93, quando 81 pessoas da seita milenarista "Ramo Davidiano" morreram em um incêndio após serem cercadas pela polícia.
O milenarismo, no entanto, não é apenas encontrado em movimentos religiosos, e seus traços podem ser encontrados em lugares aparentemente insuspeitos. Há quem argumente, por exemplo, que a crença do comunismo no fim da luta de classes para chegar a uma sociedade justa tenha raízes milenaristas. Um exemplo mais evidente é o nazismo alemão, que criou o Terceiro Reich (Reino, em alemão), previsto para durar mil anos. Os pesquisadores que defendem esse argumento chamam a atenção para o fato de que uma cultura "milenarista eclética" já faz parte do nosso cotidiano.
É muito fácil ver exemplos disso no que foi a contagem regressiva para o ano 2000. Não havia nenhum motivo racional para acreditar que a chegada do 3° Milênio (que, na verdade disso, só chegou em 2001) marcasse o início de uma nova era ou o começo do fim dos tempos. Alguém que ainda lembre de alguma promessa não cumprida feita em algum réveillon sabe do que se trata. Mesmo assim, por todo o lugar nos últimos meses de 1999 se viam anúncios explorando o fim do milênio, políticos usando o tema em discursos, contagens regresssivas e outros exemplos.
A proximidade da chegada do ano 2000 também gerou muita apreensão sobre como seria o comportamento de certas seitas religiosas milenaristas. Nos EUA, por exemplo, temia-se que pudessem se repetir episódios violentos semelhantes ao ocorrido no Texas em 93, quando 81 pessoas da seita milenarista "Ramo Davidiano" morreram em um incêndio após serem cercadas pela polícia.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Castas e chefes brasileiros

A intocabilidade dos chefes
O aprimoramento da sociedade humana pode ser medida pela aplicação de leis comuns, sem distinção de qualquer espécie.
Com certeza temos muito que evoluir na produção de leis, suas regulamentações, aplicações e julgamentos.
Castigar quem não cumpre leis feitas democraticamente é a forma de alerta e tentativa de inibição de comportamentos indesejáveis.
A cadeia, algo que pode ser igualado aos piores calabouços medievais em muitos países, é uma violência extrema contra pessoas que escaparam dos trilhos da vida “normal” em estradas malfeitas. A impunidade, contudo, amplia o desperdício de recursos e a miséria em todos os sentidos.
A Justiça, antes de mais nada, é um poder disciplinador e não pode de forma alguma basear-se em maniqueísmos. Precisa ser tanto mais rigorosa quanto forem os erros de pessoas perigosas à sociedade, mas não deve ser instrumento de vinganças e neuroses. O peso das leis não pode ser mero efeito de sectarismos, fanatismos, indignações passageiras...
Estamos em tempos que as multidões colossais geram cenários fragilíssimos de convivência; cidades e países são imensos navios transitando em mares revoltos e desconhecidos. Esses monstros precisam de equipes extremamente competentes e responsáveis para dirigir esses transatlânticos. Seus oficiais e capitães não podem errar.  A excelência de comando transforma o capitão em pessoa mítica, sendo, apesar de tudo, um ser humano que pode errar.
No sistema democrático ninguém é obrigado a ser político. Se essa foi a opção de vida o candidato precisa, mais do que ninguém, saber respeitar leis e servir de exemplo de urbanidade, competência, seriedade.
Infelizmente sentimos que muitos indivíduos, partidos políticos, empresários, lideranças enfim consideram-se acima da lei e da ordem. Imaginam estar de posse de cetros mágicos que fazem deles uma casta sem leis e poderosas. Realmente alguns conseguem viver assim. A lógica dos compadrismos, lealdades eternas, amores insondáveis e puro parasitismo cria cortes servis e deletérias.
Hoje,4 de março de 2016, estamos vendo a 24ª. etapa da inimaginável Operação Lava Jato. Graças a uma feliz coincidência de união de pessoas extraordinárias procura recolocar as coisas em seus devidos lugares, inclusive cadeias que poderiam ser muito melhores se nossas autoridades assim o quisessem.
Naturalmente militantes e fanáticos, acostumados a ver e aplaudir a impunidade reagem. Seis ídolos estão em perigo.
Querem vingança.
Pois bem, a lei é para todos. Os acusadores de hoje poderão ser réus amanhã. Paciência, submissão e mérito ao Poder Judiciário.
O Brasil precisa renascer. Estávamos pessimamente estruturados, desprezando principalmente os trabalhadores e os empreendedores que pagam impostos, ignorando necessidades de gente que agora se desmancha em filas de emprego e de postos de saúde, famílias vendo suas crianças sem escolas e creches, povo assustado com a violência em todos os seus sentidos. Isso não existiria se a honestidade e competência tivesse sido prioridade de nossos governantes.
Com certeza coisas boas foram feitas, temos algo a agradecer. Lamentavelmente, entretanto, tudo cheira mal.
Parabéns aos brasileiros que viabilizaram a prisão de bandidos que muitas operações policiais estão apontando. Agora o sucesso desse período de aplicação punitiva de nossas leis depende dos próximos passos, ainda temos lideranças absurdamente nocivas ao Brasil. Não poderemos esperar as próximas eleições.

Cascaes
4.3.2016


quinta-feira, 3 de março de 2016

Que tipo de testes devemos aplicar a quem pretende ser político?





O povo é material de consumo
Diariamente vemos e ouvimos manifestações absurdas na guerra política que acontece em Brasília. O teatro kafkiano é assustador. Para os artistas e diretores dessa peça o que menos importa é a sorte do povo brasileiro.
Inacreditavelmente as vaidades explícitas se sobrepõem aos interesses da nação. Pior ainda, diante de atos provavelmente criminosos a empáfia domina grupos de pessoas e instituições que deveriam ser modelares.
Felizmente o Poder Judiciário tem conseguido impor decisões necessárias e urgentes, até quando?
Tudo vai acontecendo de forma vergonhosa até em pretensos conselhos e organizações; talvez não percebam o mal que fazem a todos nós.
É triste ver amigos e amigas perdendo empregos, desistindo de suas empresas, endividando-se talvez irremediavelmente porque as campanhas eleitorais podiam ser realizadas sem qualquer aderência à realidade. Marqueteiros de luxo faturaram fortunas, desinteressados pelos desastres que viabilizaram.
No Brasil chegamos à perfeição criminosa, nem poderia ser diferente, afinal quem faz as leis, decretos, etc.?
Lamentavelmente tecnocratas não são melhores, seriam amorais?
Os profissionais de modo geral passam por testes psiquiátricos, clínicos e vocacionais. Os caminhoneiros deverão se submeter a exames toxicológicos. Que desastre poderão causar? Compare-se o prejuízo em potencial de maus governantes com os acidentes em estradas brasileiras. Enquanto profissionais do volante podem ser responsabilizados por centenas ou milhares de mortes, os políticos e seus prepostos são culpados até pelas atuações dos mosquitos...  Comandaram muito mal o Brasil. Além de mau uso dos impostos, taxas, formulários e muito mais criam situações que condenam gerações de brasileiros ao atraso econômico, educacional, etc. viabilizando epidemias, marginalidade...
Precisamos alterar essa dinâmica perversa. De que jeito se o povo submetido a processos degradantes perde consciência política?
As esperanças não morrem, contudo. Os Ministérios Públicos, Polícia Federal, Tribunais e no topo disso tudo o STF estão dando a esperança de mudanças. Aliás, os benefícios da Lava Jato serão notáveis e os brasileiros já estão se acostumando com notícias de prisões e inquéritos. Com certeza o sucesso a partir desses eventos dá alento aos brasileiros que estão pagando muito caro pelo desgoverno reinante.
Pouco importa que partido político, ideologia, religião e até time de futebol que nossos líderes tenham; deles queremos eficácia, seriedade, honestidade. Afinal de contas, nossas cadeias não estão abarrotadas de pessoas que cometeram crimes insignificantes diante do que descobrimos no meio aristocrático?
Cascaes

3.3.2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

O Vale Transporte - empréstimo? Direito?

O Vale Transporte, a inversão de custos
Em reportagem da RPC pudemos ver hoje filas imensas e pessoas revoltadas com a necessidade de troca de cartões para novos sistemas eletrônicos, além da possibilidade de perda de créditos, pode?
A principal lógica desse direito do cidadão é poder usar o sistema de transporte coletivo de forma segura e sintonizado com estratégias de maior eficácia e a favor de todos. Em Curitiba onde o sistema já goza em alguns circuitos do privilégio de trafegar em canaletas (um subsídio indireto), em alguns casos veículos bons e modernos reforçam a qualidade, o drama das tarifas está longe de uma solução razoável.
O que não faz sentido é a propensão de nossas autoridades de substituir a justiça tarifária e a diretriz a favor do trabalhador e pessoas carentes por modelos que antes de mais nada visam gerar lucros explícitos e implícitos, como, por exemplo, aconteceu com a troca dos vales transporte em formato de ficha metálica por cartões magnéticos.
Quando o modelo então existente não correspondia a dinheiro e sim ao direito de se deslocar pelo custo de uma ficha não havia restrição temporal, estivesse o tempo de fosse a ficha com o usuário do transporte coletivo, ela sempre valeria uma passagem. Agora não, o passageiro paga “emprestando” dinheiro para quem controla o sistema e com a inflação e não utilização da ficha poderá perder muito, gerando caixa para quem?
Podemos e devemos subsidiar o transporte coletivo sem quebrar empresas, isso é justo. De que jeito? Criando a frota pública, operação privada, pagamento por quilômetro, o estado e município investindo em melhorias do sistema viário, manutenção adequada, isenção de tributos, operação em tempo real, onda verde, boas calçadas (sem elas o passageiro terá dificuldades de chegar aos ônibus, viadutos, trincheiras, eletrônica embarcada, layout, etc. e um vale transporte que favoreça o trabalhador, e não o contrário.
O transporte coletivo urbano é um serviço essencial, não pode parar nem perder qualidade, confiabilidade, atratividade, sintonia com a comunidade. É um desafio complexo que exige honestidade, competência, coragem e vontade política.
O que estamos vendo em torno do vale transporte e das polêmicas tarifárias é desanimador.
Tudo parece um teatro do absurdo em prejuízo de todos, até quando?
Cascaes

02.03.2016